Tudo junto e misturado


domingo, 4 de outubro de 2009

Transposição do São Francisco.

As obras da transposição do São Francisco estão a todo vapor para ser entregue, o primeiro trecho, em 2010.
Assista esse video do ministério da integração e veja um pouco do tamanho dessa obra.



Esse outro video mostra como será as vilas onde serã assentadas as famílias das comunidades ao longo do canal.



Já esse outro mostra o aquecimento que acontece nas cidades ao entorno da obra



Há muitas discusões em torno do projeto, se será benéfico ou não o tempo dirá, por hora, mesmo antes do término das obras o resultado tem sido satisfatório.

sábado, 3 de outubro de 2009

O ser poeta

As mais belas poesias que até hoje escreví
Vieram-me em papéis borrados por minhas lágrimas
É a dor que impulsiona minha pena
Fazendo com que dela surjam palavras
Sem rima, sem nexo, apenas palavras
Carregadas de lamento.

escrito por Sandro Stahl

ÚLTIMO INSTANTE

Quero morrer ao declinar do dia.

Em alto-mar, quando vem vindo a treva;

Lá me parecerá sonho a agonia,

E a alma uma ave que nos céus se eleva.



Não ouvir nos meus últimos instantes,

A sós com o mar e o céu, humanas mágoas,

Nem mais vozes e preces soluçantes,

Senão o grave retumbar das águas.



Morrer quando, ao crepúsculo, retira

A luz as áureas redes da onda verde,

E ser como esse sol que lento expira:

Algo de luminoso que se perde.



Morrer, e antes que o tempo me destrua

Da mocidade a esplêndida coroa;

Quando inda a vida ouço dizer: sou tua.

Saiba eu embora que nos atraiçoa.


MANUEL GUTIÉRREZ NÁJERA

Tradução de
Manuel Bandeira

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Olimpíadas 2016

Qual a importância das Olimpíadas de 2016 serem realizadas no Rio de Janeiro?
O que se ouve constantemente , dito pelos brasileiros, é que temos muito mais coisas importantes para se preocupar, do que com copa do mundo e jogos olimpicos.
Problemas como o de educação, saúde, transporte público, etc. etc.
Pois muito bem, dizem ainda que tudo o que se constrói, ginásios, estádios, ficam abandonados e não cumprem seus papéis sócio-educacional.
Mas o que não dizem é que, para a realização de eventos como esses, as exigências impostas ao país em termos de melhoria na área de saúde, com o aumento de leitos disponíveis, no trânsito com a melhoria dos acessos as praças esportivas, com contrução de metrôs, melhorias nas frotas de onibus, amentos da frota de táxi, melhorias nos aeroportos, aumento das vagas em hotéis e outras coisas mais, ficarão e serão usados pelas pessoas.
E na educação o que melhora?
Eventos desse porte, necessitam de muitos voluntários e esses voluntários são treinados para receber bem os turista, aprendem um novo idioma, o que acontece com os táxistas também.
Mas a meu ver a importância maior do Brasil ter conseguido trazer esses eventos, é mostrar o respeito político conquistado pelo nosso país, graças as políticas econômicas e social que fizeram o país atravessar com tranquilidade pela crise econômica mundial e faz despencar a desigualdade social, sem falar no prestígio que tem nosso presidente Lula junto a comunidade internacional.
E se tem alguém responsável por todas as conquistas esse alguém é ele, que um dia a história mostrará que foi o maior e mais importante presidente que esse país já teve.
Não quero esperar pela história e desde já, obrigado presidente, obrigado presidente.

escrito por Sandro Stahl

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Herança

Nos hectares da poesia
que me coube por herança,
colho safra de palavra,
armazeno provisão,
bebo de sede no poço,
como a fome no feijão.
Invento tudo que penso,
sou mago, palhaço e rei.
Tenho tudo que não tenho,
lua no fundo do copo
e o arco-íris na sopa.
De mãos dadas com Carlitos
alimento de pão e mel
os bichos todos do circo.
Pelo sem-fio da tarde
recebo urgente avegrama:
“De longe país ao Sul
vão no caminho do vento
dois passarinhos azuis.
Solicito alpiste e água
na concha de cada mão.”
A noite cobre meu sono
e da serragem do sonho
faço colchão, travesseiro.
Acordo. É ganho ou perda
ter mais um dia a viver?
Com flanela limpo os óculos
(janela dos olhos míopes)
mas não vejo mais poesia,
que sou cada vez mais turvo
diante da vida dura
e do mundo tão escuro.

LUÍS CARLOS GUIMARÃES

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ficha Limpa

Ontem (29/09/09) foi enviado ao congresso nacional, um projeto de lei de iniciativa popular que colheu um milhão e trezentas mil assinaturas, que viza impedir que políticos condenados na justiça (mesmo em primeira instância) disputem eleição.
Que bom seria. Por que seria? Porque não será.
Louvável o esforço do MCCE (movimento de combate a corrupção eleitoral) que mobilizou muita gente e despendeu muito esforço na coleta das assinaturas, mas infelizmente o projeto para ser aprovado terá que seguir os trâmites legais, ou seja, ser aprovado no congresso e no senado para depois sofrer sanção presidencial.
É sonhar demais esperar que deputados e senadores transformem em lei um projeto que só a eles não interessa, afinal, quem são, senão eles, os que serão punidos, quem são os que mesmo com processos na justiça, soltam fogos comemorando a escolha do povo.
No final das contas se aprovado, esse projeto estará totalmente descaracterizado de tantas emendas parlamentares que sofrerá, ficará mais ou menos assim: só não poderá concorrer às eleições, os condenados em última instância por matarem a mãe ou estuprarem a irmã, mas poderão concorrer normalmente, os que forem pegos por desvios de verbas públicas, improbidade administrativa e má gestão da coisa pública.
E agora fica a pergunta que não quer calar. Qual presidente sancionará essa Lei? O Lula, o próximo, ou quem vencer em 2014?

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Por que a mídia não fala?

Info
Revista do Brasil - Edição 17 Política

O valerioduto do PSDB
O julgamento do STF no caso do “mensalão” pode não ter sido político, mas o da mídia é. Agora que a origem do valerioduto está chegando ao Supremo, a mãe de todos os escândalos é tratada como mensalão “mineiro”, e não tucano

Por: Bernardo Kucinski

Depois de acolher a maioria das denúncias do procurador-geral da República no caso do “mensalão”, é inevitável que o Supremo Tribunal Federal (STF) também aceite as denúncias contra os envolvidos no “escândalo do valerioduto”, incluindo altas figuras do PSDB, como o senador Eduardo Azeredo, ex-presidente do partido, e o governador de Minas, Aécio Neves.

Foi na campanha de Azeredo ao governo de Minas em 1998 que Marcos Valério criou o engenhoso esquema de camuflar com empréstimos bancários as doações de caixa dois de empreiteiras, assim como dinheiro desviado de contratos de publicidade de órgãos públicos. Canalizados para sua empresa, a SMP&B, esses recursos pagaram a caríssima campanha do PSDB e seus aliados. Quatro anos depois, Marcos Valério proporia o mesmo esquema à coalizão PT-PL para financiar a campanha de 2002.

O mensalão foi um filhote do valerioduto, esse sim a mãe de todos os escândalos, tanto pela ordem dos acontecimentos quanto pela sua dimensão. Por um dos documentos apreendidos pela Polícia Federal, 150 políticos podem ter sido beneficiados pelo valerioduto, entre os quais 82 deputados federais ou estaduais. É certo que o indiciamento atingirá a casa das dezenas. O inquérito estima que a campanha de Azeredo tenha chegado a 100 milhões de reais. Os empréstimos de fachada dos bancos somaram 28,5 milhões. Mas seu comitê só registrou oficialmente 8,55 milhões.

Alguns juristas dizem que a independência demonstrada pelos juízes no caso do mensalão foi um marco na evolução da democracia. Por isso, fica difícil agora para o STF recuar aos velhos tempos em que se submetia docilmente à ditadura militar e à violência dos pacotes econômicos. Por exemplo, nunca julgou o seqüestro da poupança pelo governo Collor. O STF sinalizou que a “República e suas instituições já não toleram costumes frouxos”, avaliou o jornalista Luiz Martins.

A imprensa admite que o Supremo nunca foi tão independente, embora não queira dar esse mérito ao presidente Lula, que nomeou a maioria dos atuais ministros. Também a Polícia Federal e o Ministério Público nunca foram tão independentes, na opinião do jurista Fábio Konder Comparato. O voto do relator Joaquim Barbosa, contundente, foi elogiado pela mídia e seu autor, o primeiro ministro negro do Supremo, nomeado por Lula por esse motivo emblemático, exaltado em todas as capas de revistas.

Houve deslizes, alguns deles sérios, mas eles não alteram o caráter histórico do julgamento. O principal foi a devassa dos diálogos privados entre dois juízes, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski, pelo fotógrafo de O Globo. Cármen Lúcia decidiu renunciar e só voltou atrás ao ser advertida de que a repercussão seria ainda mais danosa para todos. Juristas e advogados também acham que juízes não devem dar entrevistas à imprensa. E quase todos os ministros do Supremo deram entrevistas e continuam dando, assim como o procurador-geral.



Faca no pescoço
O ministro Marco Aurélio de Mello, por exemplo, disse aos jornalistas que o banqueiro Salvatore Cacciola tinha o “direito natural” de fugir à Justiça. Com apoio da cúpula do Banco Central do governo Fernando Henrique, o banqueiro deu um prejuízo direto de 1,6 bilhão de reais ao povo brasileiro, ou mais de 3 bilhões de reais no câmbio da época, algo como 30 vezes os valores do valerioduto de Minas ou do mensalão. Fugiu graças a um habeas corpus concedido pelo próprio Marco Aurélio. Por isso, já há propostas para incluir novas tipificações de crimes de imprensa na Lei de Imprensa, assim como para proibir juízes de dar entrevistas, no novo código de ética que está sendo discutido pelo Conselho Superior da Magistratura.


Algumas críticas ao julgamento – por exemplo, a da fragilidade das provas – fazem parte do jogo natural de defesa, o chamado “direito de espernear”. É tradição na Justiça, na fase de inquérito, o benefício da dúvida ficar com a promotoria: “in dubio pro societatis”, diz o latim dos advogados. Já no julgamento, propriamente, o beneficio da dúvida é do réu. “In dubio pro reo.” Por isso, um dos juízes, ao votar pela aceitação da denúncia contra Gushiken, admitiu que se fosse o julgamento final do caso ele não teria dúvidas em inocentá-lo.

Sentindo-se “furada” por O Globo, a Folha de S.Paulo deu primeira página a meros fragmentos de uma fala de Lewandowski ao telefone ouvida clandestinamente por uma repórter do jornal, entre eles a frase que ficaria famosa: “O Supremo votou com a faca no pescoço”. A expressão impressionou tanto que entrou no vocabulário da política. Até que ponto essa pressão da mídia influi nos votos? Certamente, no caso-limite de Gushiken, em que a denúncia foi aceita por apenas um voto de diferença, o clima de pressão foi decisivo.
O economista Luiz Gonzaga Belluzzo, amigo de vários juízes do Supremo, revelou em entrevista à Folha que muitos juízes lhe disseram ter sido “difícil suportar” a pressão. O cientista político Fábio Wanderley Reis considerou a pressão “indesejável”, já que a instituição deveria julgar de modo imparcial.



Moralismo de classe
Em muitos julgamentos promotores usam o argumento do “clamor popular” para pedir rigor nas sentenças. Mas estaríamos mesmo frente a um “clamor popular”? Fábio Konder Comparato diz que não. Que houve, isso sim, uma “grande vocalização da classe média, que é retrógrada”. Diz que juízes são muito sensíveis a essa vocalização porque eles próprios se originam das classes médias. E por que a classe média? Trata-se de uma classe muito sensível ao discurso moralista, como já apontou nossa sociologia. Tanto assim que um discurso puramente moralista mobilizou a classe média para a Marcha da Família com Deus e pela Propriedade, que abriu caminho ao golpe de 1964. O cientista político Amaury de Souza apontou outro fator para a grita da classe média, em entrevista ao Estadão: “O Brasil melhorou nos últimos 15 anos, mas não há percepção disso pela classe média”, que se sente explorada, pagando mais impostos.

Se há convergência na avaliação do julgamento pelo Supremo, predominam as críticas ao desempenho da mídia, apesar da contribuição dos jornalistas nas investigações e ao mostrarem que, por trás da falsa solenidade do Tribunal, os juízes são pessoas comuns que brigam entre si e têm medo da opinião pública.

Belluzzo diz que a “mídia simplificou demais: “Ficou uma coisa de bandidos contra mocinhos”. A mídia não contextualizou de forma adequada o episódio do mensalão, deixando-se pautar e usar descaradamente pela oposição. Por exemplo, endossou o truque de chamar o caixa dois da coalizão PT-PL de “mensalão”, para diferenciá-lo do valerioduto, quando é óbvio que deputados do PT não precisavam de mesada para votar pelo governo.

Como reconhece Maria Inês Nassif, no jornal Valor Econômico, por quase dois anos a oposição tratou o caso do mensalão como uma anomalia introduzida pelo PT no sistema político, quando na verdade Marcos Valério era simplesmente um profissional do ramo da lavagem de dinheiro em montagem de caixa dois para campanhas eleitorais, um profissional que não tem partido. Em vez de se debruçar sobre as razões pelas quais esses esquemas passaram a existir, e apoiar uma reforma política ampla, a mídia, a reboque da oposição, limitou-se a demonizar o PT.

Luiz Gonzaga Belluzzo também adverte que a mídia deveria evitar se colocar na posição de juiz. “Existe uma instituição encarregada de julgar”, diz o professor da Unicamp, elogiando o desempenho do Supremo. No Observatório da Imprensa, nosso principal órgão de acompanhamento crítico da imprensa, o jornalista Luiz Martins diz que cada vez mais os jornalistas investigativos dão preferência ao “prato pronto” que lhes é oferecido ora pela polícia, ora pelo Ministério Público: “A imprensa funcionaria então como uma espécie de tribunal ad hoc, capaz de acusar e julgar com extrema rapidez, sendo a execração pública uma forma de julgamento, ainda que, por vezes, à custa de inocentes”.

Luiz Martins analisou longamente a tese da faca no pescoço e disse que, embora publicidade opressiva seja um conceito ainda não incorporado pela mídia, já freqüenta o jargão do mundo jurídico: “Significa exatamente a falta de condições de deliberação e julgamentos tranqüilos, sem qualquer coação, sem qualquer faca no pescoço. Significa também o linchamento midiático, vexaminoso e precipitado, tão odioso quanto provas obtidas sob tortura e que depois de restabelecidas as condições normais até anulam um processo”.

O fato é que a mídia já condenara os líderes petistas e se sentiria derrotada se o STF não aceitasse os pedidos de indiciamento. Foi como se tivesse se tornado uma das partes do processo. Uma dimensão dramática do episódio, que tem a ver apenas indiretamente com a mídia, foi a profundidade do mal-estar provocado pelas denúncias do mensalão em petistas e simpatizantes. O partido tinha de fato construído uma imagem de instituição dotada de uma ética superior. Mesmo eleitores que não simpatizavam com o PT admiravam suas figuras emblemáticas, como Genoino, Mercadante, Suplicy, Marina Silva, Olívio Dutra. Tudo isso acabou a partir das denúncias de Roberto Jefferson, deixando um sentimento de grande vazio nas pessoas. Um sentimento de perda coletiva.

É consenso entre analistas políticos que calou fundo a hipocrisia dos dirigentes petistas ao proclamarem que “O PT não rouba nem deixa roubar”, enquanto por baixo do pano adotavam métodos ilegais de financiamento de campanha dos tucanos. Enganar o eleitor foi mais danoso que o próprio fato de usar caixa dois, o qual o brasileiro enfim parece tolerar. É essa dimensão que talvez escape aos dirigentes do PT quando alegam que ainda é o partido mais ético. Tecnicamente pode ser verdade. Mas não responde ao sentimento de decepção.

Curiosamente, a mídia foi ainda mais hipócrita, as descer a lenha no PT, sem mencionar, durante esses dois anos, o valerioduto de Azeredo. Também é indiscutível que a mídia investiu pesado na ampliação das denúncias, na criminalização do PT e na criação de um clima de suspeição generalizada contra todos os petistas. Durante a cobertura das CPIs, era comum as manchetes dos jornais reproduzirem ao pé da letra as falas acusatórias da oposição, esta ainda mais hipócrita.

O dano à imagem do partido não será revertido. Essa é a tragédia da condenação pela mídia. É uma condenação que gruda na imagem das pessoas como uma mancha de caqui em roupa branca. Não há alvejante que tire. Se daqui a dois anos o processo chegar a seu final e maioria dos réus for absolvida, a mídia dirá: “Acabou em pizza”.

O julgamento do Supremo pode não ter sido político, no sentido estrito. Mas o da mídia só é político. Agora que o valerioduto dos tucanos está chegando ao STF, qual o comportamento da mídia? Foram perguntar ao Fernando Henrique se ele sabia. Não. Falam de valerioduto tucano? Não. Falam em valerioduto de Minas. E foram pinçar no relatório da Promotoria a única referência a um ministro de Lula, Mares Guia, jogando isso nas manchetes, para de novo implicar o PT. Omitem, inclusive, que esse político era do PTB na época em que Marcos Valério e o PSDB criaram o valerioduto.

Bernardo Kucinski é professor titular do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA/USP. Foi produtor e locutor no serviço brasileiro da BBC de Londres e assistente de direção na televisão BBC. É autor de vários livros sobre jornalismo

Pinçado de:
http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/17/o-valerioduto-do-psdb

Como tirar o título de eleitor

Título Net - Informativo •
O Título Net foi criado para o cidadão iniciar o requerimento, pela internet, de alistamento, transferência ou revisão de dados cadastrais.
•O requerimento deverá ser concluído em uma unidade de atendimento da Justiça Eleitoral em até cinco dias corridos, local onde você receberá o título eleitoral.
•O requerente deverá apresentar documento de identificação e comprovante de residência; o cidadão do sexo masculino, a partir de 30 de junho do ano que completar dezoito anos, deverá apresentar também comprovante de quitação militar.
•Algumas multas eleitorais poderão ser impressas e pagas previamente, devendo o requerente apresentar o comprovante de pagamento na unidade de atendimento da Justiça Eleitoral. O valor da multa poderá ser revisto pelo Juiz Eleitoral.
•A existência de restrições cadastrais impedirá a utilização do serviço, devendo o eleitor procurar diretamente uma unidade de atendimento da Justiça Eleitoral.

IMPORTANTE:
•A SOLICITAÇÃO NÃO GERA QUITAÇÃO ELEITORAL: O protocolo emitido não comprova a regularidade da inscrição ou a quitação eleitoral, e se destina apenas a informar o número e a data da solicitação para proporcionar eventual atendimento diferenciado na unidade de atendimento da Justiça Eleitoral.
•COMPARECIMENTO PESSOAL: Caso o eleitor nao compareça à unidade de atendimento da Justiça Eleitoral para concluir a operação, no prazo de cinco dias corridos, o requerimento será invalidado.

Clique aqui e vá para a página do superior tribunal eleitoral.

domingo, 27 de setembro de 2009

Histórica Encruzilhada

Do blog cidadania - Por Eduardo Guimarães

Exulto de muitas formas por estar vivendo em uma época em que a humanidade chegou a uma encruzilhada de caráter histórico que pode mantê-la no atraso em que foi mantida durante o século XX ou impulsioná-la rumo a uma era de paz e prosperidade sem precedentes.

Essa era poderia ter começado no século passado não fosse o mundo pós Revolução Industrial ter se atirado numa competição insana pelo capital e num hedonismo degenerado. Tais escolhas humanas restringiram os benefícios tecnológicos espantosos que o homem pôde extrair do salto único no conhecimento que havia dado até então.

A humanidade produziu conhecimento para acabar com todas as suas misérias. Hoje, há condições tecnológicas e econômicas para acabar com o sofrimento atroz que vitima parcela absurdamente ampla de nossa espécie.

Só não há vontade, pois persiste a crença de que é possível manter a maioria de nós no século XIX enquanto diminutos contingentes sociais e étnicos desfrutam das delícias do mundo moderno.

O capitalismo atingiu seu grau máximo de perversidade e insensibilidade ao produzir o neoliberalismo e seu desprezo definitivo pelo gênero humano, deformidade intelectual e moral que o embasa e fundamenta.

O neoliberalismo de Ronald Reagan e Margareth Tatcher vendeu ao mundo que era preciso que os pobres sofressem para que atingissem o paraíso capitalista. Viveriam mal por conta de efeitos retardados de um socialismo que parcela ínfima da humanidade havia experimentado de forma incompleta e deformada por injunções políticas. A humanidade caiu no conto dos únicos (e poucos) que em alguma medida seriam prejudicados por experiências socialistas.

A ausência de experiência socialista, pois, é o que impede que a humanidade abrace tal experiência, pois os exemplos de que a doutrina socialista pode ser exitosa só serão produzidos se for tão experimentada quanto foi o capitalismo, o que os detentores do capital jamais permitiram.

A crise econômica internacional que se abateu sobre a humanidade – e muito mais justamente sobre aqueles que acreditavam que eram os beneficiários daquele verdadeiro sistema de organização social deformado – estabeleceu uma espécie de interlúdio que essa mesma humanidade poderá destinar à reflexão.

Outras janelas de oportunidades como esta que se apresenta neste momento surgiram não apenas para o Brasil, mas para a humanidade. Esta, porém, não as aproveitou, enganada por aparatos de propaganda dos interesses das aristocracias e por toda força militar e repressiva que o dinheiro podia comprar.

Politicamente, apesar da esmagadora força econômica e do poder avassalador de comunicação das oligarquias raciais, sociais e regionais que dominam o mundo, governos populares espalham-se por seus quatro cantos.

O processo está em curso também na América Latina, região na qual grupos de comunicação das três Américas, controlados pelos mesmos grupos sociais, étnicos e políticos que sempre deram as cartas, declararam guerra àqueles governantes que vêm promovendo distribuição de renda e redução da pobreza como nenhum de seus antecessores. Mas a guerra já não é tão desigual e não está sendo fácil vencê-los.

No passado, quando não havia jeito, os Estados Unidos vinham em socorro das elites regionais organizando e até influindo em golpes de Estado contra governos populares com projetos distributivistas de renda e de oportunidades. O modelo da nova comunidade internacional, porém, já não aceita mais as quebras institucionais em países “rebeldes”.

É disso que se trata, por exemplo, nessa crise em Honduras. As oligarquias às quais me refiro, valendo-se do velho método de seus aparatos de comunicação e de seus brucutus, já começam a falhar. Não que nunca tivessem falhado, mas agora falham em proporções continentais ou ao menos impondo um preço ao golpismo.

O golpe em Honduras está tendo um alto preço para o país, para a economia e, inclusive, para os mais ricos, que, obviamente, estão percebendo que a ralé oprimida agora pode reagir, a despeito de todo o seu aparato militar, devido à não aceitação, pela comunidade internacional, de rupturas institucionais.

É questão de tempo até que o isolamento dos golpistas hondurenhos surta efeito. Se se comportarem e não fizerem nenhuma tolice como invadir a embaixada do Brasil, continuarão sangrando até que o apoio a eles reflua ao nível em que correrão risco de irem parar num cárcere ou mesmo no cemitério.

Tal equação comporta e exige considerarmos a chegada de Barack Obama ao poder e a impotência que foi se apoderando daquela mentalidade degenerada dos poderosos americanos, que numa exibição de irracionalidade ousaram pôr alguém como George Walker Bush no controle do poder entre os poderes durante o acender das luzes do século XXI.

É óbvio que Obama ainda não fez tudo que se gostaria – e, provavelmente, irá demorar muito a fazer, se é que terá poder para fazer algum dia. Afinal, governar um país esmagado pela maior crise econômica em quase um século reduz bastante o poder de um governante. Mas o mundo reage à crise...

Nesse mundo novo que se desenha, uma grande democracia como a brasileira poderá assumir posição de liderança jamais imaginada para um país como o nosso apesar de previsões da segunda metade do século passado de que ainda seriamos o “país do futuro”.

Enfim, esse futuro chegou e o que a humanidade encontra nele é uma encruzilhada. Se a tênue ruptura na hegemonia das comunicações (a internet) for suficiente, é possível que desta vez tomemos o atalho certo.

O homem pode começar a trilhar o caminho para uma era de paz e prosperidade jamais sonhada. É possível. Acredito piamente que é possível porque dar esse passo de gigante só depende de cada um nós simplesmente também acreditar que pode ser dado.

Pinçado de:
http://edu.guim.blog.uol.com.br/

The Pretenders Creep



Letra
Creep
When you were here before,
Couldn't look you in the eye.
You're just like an angel,
Your skin makes me cry.
You float like a feather,
In a beautiful world
I wish I was special,
You're so fucking special.

But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here.

I don't care if it hurts,
I wanna have control.
I want a perfect body,
I want a perfect soul.
I want you to notice,
When I'm not around.
You're so fucking special,
I wish I was special.

But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here

She's running out again,
She's running,
She run, run, run, run, run.

Whatever makes you happy,
Whatever you want.
You're so fucking special,
I wish I was special,

But I'm a creep, I'm a weirdo.
What the hell am I doing here?
I don't belong here,
I don't belong here.


Tradução
Creep
Aberração

Quando você esteve aqui antes
Nem pude te olhar nos olhos
Você é como um anjo
Sua pele me faz chorar
Você flutua como pluma
Num mundo perfeito
Eu queria ser especial
Você é tão especial

Mas eu sou uma aberração, um esquisito
Que diabos é que eu estou fazendo aqui
Este não é meu lugar

Não me importa se vai doer
Eu quero ter o controle (da situação)
Quero um corpo perfeito
Uma alma perfeita
Quero que você perceba
Quando eu não estou por perto
Porra, você é tão especial
Eu queria ser especial

Mas eu sou uma aberração, um esquisito
Que diabos é que eu estou fazendo aqui
Este não é meu lugar

Ela está indo embora
Esta fugindo
Ela se vai, se vai, ...

O que você quiser para te fazer feliz
O que você quiser
Você é tão especial
Eu queria ser especial

Mas eu sou uma aberração, um esquisito
Que diabos é que eu estou fazendo aqui
Este não é meu lugar
Este não é meu lugar


OBS:
Creep é uma giria
Realmente Creep significa arrastamento.
Na giria é: pessoa que causa arrepios.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Prestação de serviço à democracia.

A Miriam Leitão em seu blog postou o video com a sua (e do Alexandre Garcia) opinião a respeito do abrigo cedido pelo Brasil ao Presidente deposto através de golpe. Democraticamente havia espaço para comentários a respeito da reportagem, o que sem titubiar fí-lo, indo meu comentário para moderação. Para minha surpresa ao voltar a página para ver se haviam mais comentários descobri que o post continuava sem comentários, pelo jeito a democrácia é algo que as organizações Globo só respeita se estiver alinhado a sua linha de conduta e pensamento.
Mas não tem problema não, como já estou acostumado e cascudo com esse tipo de atitude, sigo em frente e reproduzo aqui nesse humilde espaço a reportagem e o video do PIG para que todos, dentro dos níveis aceitáveis de respeitabilidade possam comentar.
Segue abaixo o meu comentário que não passou pelo moderador, deve ter sido muito ofensivo na avaliação deles.

"Você e o Alexandre Garcia estão de brincadeira, se querem defender o golpe o façam, mas não venham dizer que cláusulas pétreas foram desrespeitadas, pois numa democracia não existe cláusula pétrea que impeça o povo de expressar sua vontade e era essa a proposta, que o povo dissesse sim ou não para uma assembléia legislativa, portanto foi um golpe sim, usando as instituições, mais golpe, sujo e vil, de quem não respeita o povo que é quem verdadeiramente manda numa democracia".

E agora a reportagem, não deixem de comentar.

Miriam Leitão e Alexandre Garcia comentam crise diplomática

Miriam Leitão e Alexandre Garcia comentam a crise diplomática entre Brasil e Honduras, depois que o presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, retornou ao país e conseguiu asilo na embaixada brasileira.

Veja, em vídeo, o comentários dos colunistas.

Miriam Leitão destaca que o asilo político exige que a pessoa que está sob asilo não tenha nenhuma atividade política. “Quando ele (Manoel Zelayza) usa a palavra abrigo e o Brasil também usa a palavra abrigo, está dando a ele a oportundidade de se comportar dessa forma ambígua, que é tranformar a embaixada no esritório político, e isso não pode acontecer”, afirma.

Alexandre Garcia destaca que o apoio brasileiro a Zelaya é uma grande ‘batata quente’. “Ele não quer ser exilado, não quer ser refugiado, ele quer ser apenas um hóspede que usa a casa do anfitrião para fazer comício”, diz.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mais uma cruzadas Tucanas

Num oferecimento do blog tia carmela
http://byebyeserra.wordpress.com/
Mais uma cruzadas tucanas para você se divertir
clique aqui e vá direto para as cruzadas.

OS ESCRITOS SECRETOS ACHADOS NO LIXO DO ZERO HORA

Do blog cloaca news, uma denúncia de como é feito jornalismo pelos grandes comglomerados de notícias e o uso que fazem da liberdade de imprensa, distorcendo os fatos ao seu bel-prazer.






No dia em que o tablóide gaúcho Zero Hora chegava às bancas com uma espetacular matéria acerca de um "novo caderno dos sem-terra", com anotações secretas que revelariam as "estratégias" do MST, a Unidade Roto Rooter de Reportagem deste Cloaca News passava pela rua lateral à sede daquele diário - curiosamente, Rua Zero Hora - quando teve sua atenção chamada por um enorme latão, cheio de embalagens gordurosas de pizza e papéis picados. Estacionamos nosso Cloacomóvel diante do recipiente e, burlando o aparato de segurança daquela organização, recolhemos a esmo o que foi possível. De volta à nossa redação, pudemos, enfim, avaliar todo o papelório. Entre o material recolhido estava um caderno escolar, de capa alaranjada, com 26 páginas escritas à mão, contendo anotações do que parece ser o resultado de uma reunião de pauta daquela gazeta, ocorrida dias antes.
Sob o título "Linhas Gerais", podemos presumir que tratam-se de diretrizes editoriais que valem "p/ ZH, DSM e Pioneiro", ou seja, Zero Hora, Diário de Santa Maria e O Pioneiro, de Caxias do Sul, os três principais veículos impressos do Grupo RBS no Rio Grande do Sul.
Alguns nomes estão grafados por iniciais, como YRC, por exemplo. Coincidentemente, as três letrinhas formam as iniciais da tucana Yeda Rorato Crusius. Há também referência a um certo "P.S.", em que se cobra dele uma "carta bimestral". Verificando o histórico epistolar do colunista Paulo Santana, que vira e mexe troca correspondência com YRC, imaginamos ser este o personagem da anotação.

CLIQUE PARA AMPLIAR

Nesta outra imagem (abaixo), sugere-se que "LM" repercuta "RO" e "vice-versa". O tópico trata de uma eventual "sinergia" entre os vários veículos do grupo. "LM" seria Lasier Martins, da Rádio Gaúcha e do Jornal do Almoço, na RBS TV. "RO", ao que tudo indica, é a colunista joão-ninguém de ZH, Rosane de Oliveira.
Outra sigla é "TG", supostamente, o Ministro da Justiça e pré-candidato ao governo estadual Tarso Genro. Pelas instruções editoriais, deve ser atribuída a ele toda a responsabilidade por qualquer "vazamento". Não nos parece, nesse caso, que estejam tratando de problemas hidráulicos.


Bastante elucidativa, igualmente, a página dedicada à cobertura do MST. Amplie.



Tanto quanto o caderno "jogado em uma lata de lixo no estacionamento do Incra", apresentado por Zero Hora, que "permite que a sociedade conheça o que o movimento [MST] pensa sobre assuntos estratégicos", este odorante achado do Cloaca News permite que a sociedade conheça o tipo de jornalismo praticado pela corporação hegemônica, sob o báculo da famiglia Sirotsky, com a cumplicidade de sua devotada matilha.

Pinçado de:
http://cloacanews.blogspot.com/2009/09/os-escritos-secretos-achados-no-lixo-de.html

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Claudia Ohana

É primavera te amo, é primavera te amo meu amor
trago essa rosa para lhe dar...
A chegada da primavera me deixou nostálgico, e lembrei-me de quando era jovem e louco pela Claudia Ohana. Quase pirei quando ela pousou pela primeira vez na playboy com aquela cabeleira...
E a pouco tempo com bem mais idade, mas ainda muito enxuta, ela fez outro belo ensaio fotográfico na playboy, e em homenagem a essa musa de minha juventude fiz esse video com as fotos desse ensaio, se quiser baixar, clique aqui, mas se preferir a Bárbara borges, clique aqui.

escrito por Sandro Stahl

Entrevista de Ciro Gomes ao Canal Livre

Não deixem de ver essa exelente entrevista de Ciro Gomes ao Canal Livre no dia 21/09/09

Parte1

Parte2

Parte3

Parte4

Parte5

Parte6

O destino do mundo está em Honduras

Do blog óleo do diabo - Por Miguel do Rosário

Honduras voltou a chamar atenção da mídia internacional. E por uma razão. Zelaya voltou ao país, com ajuda do governo brasileiro, e agora se encontra na embaixada brasileira de Tegucigalpa. O que ocorre hoje em Honduras é, de longe, o fato político e geopolítico mais importante nas Américas. Todos os elementos que caracterizam as lutas políticas nos países latino-americanos encontram-se em Honduras em estado bruto e radicalizado. Imprensa e elite associadas, mafiosamente, em atitude golpista. Povo acuado e desorganizado, de outro. Políticos no meio, ao sabor do vento. Um presidente sendo empurrado cada vez mais para a esquerda.

A história é uma mulher triste e chorando, mas sempre linda. O golpe em Honduras desmoralizou a direita, e pôs em cheque a honestidade da Sociedade Interamericana de Imprensa e demais organizações sindicais midiáticas do continente. O que a imprensa fez e está fazendo em Honduras é tortura psicológica inconcebível. Acompanho, no RSS aí do lado, dois blogs hondurenhos, de luta antigolpista, os quais também estão no Twitter, e o protesto principal que vejo por lá é a desonestidade sem limite da mídia nacional, que procura distorcer absolutamente tudo que acontece no país.

Como é um país pobre, com baixo uso de internet, a influência da mídia convencional é muito forte. A mídia hondurenha criou uma realidade virtual, com apoio dos intelectuais midiáticos (as mesmas repugnantes espécies que temos por aqui), que justificam o golpe juridica e politicamente.

Uma das coisas que realmente me impressionam foi a maneira repentina e inexplicável como Honduras sumiu da pauta midiática por várias semanas. Depois da cobertura dos primeiros dias, a mídia nacional iniciou uma cobertura cada vez mais hesitante. Ontem, ouvi o Boris Casoy falar em governo "de fato" em Honduras, substituindo o termo que havia se generalizado antes, "governo golpista".

A verdade é que houve uma campanha da extrema-direita no Brasil, liderada por Reinaldo Azevedo, editorialista da revista Veja, para que a cobertura do golpe em Honduras fosse radicalmente modificada. Como não podia inverter a posição editorial que, embora hesitantemente e pressionada pela reação internacional, havia assumido de início, a mídia brasileira optou pelo silêncio sepulcral. Semanas e semanas sem uma linha, uma notinha, uma palavra sequer sobre Honduras.

Agora, repito, o fato político impõe-se, derrubando o pacto de silêncio, porque o Brasil abrigou Zelaya na embaixada brasileira. Reações negativas midiáticas começam a pipocar, como a entrevista com o embaixador Rubens Barbosa, que é incompetente (patrocinou o plano de retenção de café em 2001, que deu prejuízo superior a 400 milhões de dólares ao Brasil), invejoso e colonizado, quase afirmando que o Zelaya deveria estar na embaixada americana e não na brasileira; e o Estadão dando manchete alarmista sobre os riscos de "fratura social" que a volta de Zelaya traz ao país.

Pesquisadores, historiadores, jornalistas, cientistas políticos, ativistas, parlamentares, cidadãos, observem atentamente o que acontece em Honduras. O destino da democracia da América Latina reside neste pequeno e sofrido país centro-americano. O golpe vai fracassar, disso eu tenho certeza. O que devemos observar é todo o contexto político, a reação das mídias latinas ao pós-golpe. Depois que Zelaya retornar ao poder, deverá ocorrer, uma hora ou outra, um julgamento interno sobre os responsáveis por esse tenebroso atentado contra o espírito democrático das Américas. É muito pior que qualquer atentado terrorista, porque mexe com nossos traumas mais profundos. Milhões de latino-americanos que sofreram, na pele, as consequências nefastas de ditaduras militares, seguramente sentiram um horrível frio na espinha quando chegaram notícias de Tegucigalpa. Esse progressismo latino, forjado nas lutas sangrentas anti-totalitárias, revelou-se na condenação veemente e absoluta, pela classe política de todo o continente. O golpe em Honduras pendurou-se, então, no apoio midiático interno, no silêncio dos sindicatos internacionais de imprensa, além da participação histérica de figuras isoladas, mas barulhentas, da extrema-direita no continente, do Brasil aos Estados Unidos.

*

Um leitor pediu-me que falasse alguma coisa sobre a entrevista de Ciro Gomes à rede Bandeirantes, no último domingo. Pois é, por coincidência, eu assisti. Tenho a dizer o seguinte: valeu Ciro! A entrevista lavou-me a alma. Assisti-a pontuando de palmas e gritos de entusiasmo. Ciro Gomes não fugiu de nenhum tema político. Ao contrário, trouxe-os à baila: Chávez, corrupção, mensalão, Lula, mídia, golpismo midiático, golpismo de setores da elite. Não gaguejou uma vez. Não tergiversou. Mais uma vez cito aquela moça triste, sempre chorando, e contudo tão absurdamente linda, a História. O radicalismo midiático produziu um fenômeno interessante: a esquerda brasileira, mesmo estando no poder, tem à sua disposição um eficaz e necessário discurso de oposição. Isso é ótimo, porque a esquerda pode bater em seus adversários por todos os lados. Bate no Congresso, onde tem maioria; bate no Executivo, onde tem o controle, através de Lula, Dilma Roussef e Tarso Genro; e bate na mídia, através do debate político que começa a esquentar agora; e o melhor, bate aqui na blogosfera, onde nossa diversão, nos últimos anos, não tem sido outra. Eu quero mais é que a direita se dane. A direita já matou e torturou centenas de milhões de latino-americanos desde o início da colonização.

Quando analisamos a história das civilizações, observamos que sempre houve uma dialética política. Roma antiga experimentou lutas acirradas entre as forças populares e conservadoras, e ambas obtiveram vitórias memoráveis. Roma não apenas a sociedade dos patrícios e dos escravos, foi também onde os plebeus exerceram o poder através de seus tribunos sagrados. Os plebeus romanos experimentaram diversos momentos emocionantes de vitória, com Mario, com os irmãos Graco e, enfim, com Júlio César. Da Grécia, então, nem se fala, porque foi uma civilização notoriamente de esquerda, democrática, em oposição à Ásia conservadora, mística e totalitária.

Na Europa, tivemos a revolução francesa e as repercussões ideológicas que até hoje se observam em todo o continente. Nos EUA, a revolução americana da independência, um movimento de cunho fortemente progressista e, sobretudo, presidentes como Roosevelt, além da própria continuidade democrática, que permitiu à cultura se organizar de maneira que o cinema e a literatura norte-americanos ganhou uma sólida musculatura ideológica, com capacidade de resistir e combater os governos mais odiosamente conservadores.

*

Enfim, a América Latina precisa aprender a praticar o debate ideológico com a ferocidade e a determinação que ele merece, por constituir a base da civilização e da cultura. No Brasil, o processo de Anistia não pode significar a distorção da História. Nossas crianças e adolescentes devem saber que forças apoiaram o golpe de Estado de 1964, e quais foram os métodos usados: moralismo hipócrita, mentira sistemática, terrorismo ideológico, denúncias de corrupção seletivas. Por exemplo, o golpe militar foi patrocinado com desvio de recursos públicos do Adhemar de Barros. Esses desvios não eram denunciados pela imprensa nacional, que focava suas denúncias na esquerda, como faz até hoje.

*

Todos os assuntos abordados no post de hoje foram abordados na entrevista de Ciro Gomes à Bandeirantes, e por aí podemos ver como um debate político franco e corajoso será útil para esclarecer a nação brasileira sobre sua história e seu destino. A participação de Ciro na campanha eleitoral de 2010, seja na presidencial, seja para o Estado de São Paulo, será valiosa, porque ele sentiu de onde vem o cheiro ruim que infesta a política nacional e tem a coragem de dar nome aos bois. Sua presença é particularmente importante em função da atitude frágil de Marina Silva. A força de Ciro Gomes, pode-se notar, é física, concreta. Para enfrentar os setores golpistas da imprensa e da elite, precisa-se de uma coragem física. É triste que tantos parlamentares do PT, por exemplo, deixem tanto a desejar nesse quesito; mesmo apanhando feio no lombo não se resolvem a assumir uma postura mais combativa e orgulhosa, que é o que os brasileiros desejam. Sempre que um parlamentar abaixa a cabeça para a mídia no debate político, os milhões de brasileiros que não querem a volta da direita ao poder, e intuem, com razão, que a vitória, ou derrota, se contrói nessas pequenas lutas cotidianas, sentem-se impotentes, humilhados e, por fim, revoltados e indignados. A humilhação, convertida em revolta, torna-se uma força. A mídia anseia continuamente em produzir um exército de indignados, mas é frustrada pela ação política concreta do governo Lula, de um lado, e pela argumentação ideológica inovadora produzida na internet, de outro.

*

Registro também que setores importantes da Academia e da classe artística estão antenados na crescente polarização entre as forças políticas do continente americano, com uma mídia corporativa inclinando-se cada vez mais para uma postura reacionária e neoliberal, e classes políticas, pressionadas pelo voto popular, indo para o lado oposto, para ampliação do papel do Estado, adotando políticas públicas de redistribuição de renda. Debate ocorrido no Centro Cultural Banco do Brasil no último final de semana falou sobre a nova lei de mídia da Argentina.

Em todo continente, começa-se a discutir novos marcos regulatórios para a imprensa. Essa é a razão de ser da democracia: um regime político dinâmico, com parlamentares eleitos pelo povo para estarem sempre atualizando as leis aos novos tempos, às novas forças sociais que emergem. A liberdade não pertence aos proprietário de meios de comunicação. A liberdade, assim como o poder, pertence ao povo. E quando falo em povo, não refiro-me à massa ignara, e sim ao povo compreendido diacronicamente, ou seja, o povo na história, organizado, com suas vanguardas intelectuais e artísticas.

O futuro da humanidade é a união dos povos. É a criação de uma moeda única. É ser governada por organizações internacionais centralizadas, democráticas, que garantam a liberdade das nações e dos indivíduos. Mas isso é outra história. Por enquanto, o destino do mundo reside em Honduras. Prestemos atenção.

# Escrito por Miguel do Rosário #

Pinçado de:
http://oleododiabo.blogspot.com/2009/09/o-destino-do-mundo-esta-em-honduras.html

domingo, 20 de setembro de 2009

A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros

A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.

Os dominadores fazem planos para dez mil anos.

O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são

Nenhuma voz se levanta além da dos que mandam

E em todos os mercados se proclama a exploração;

Isto é apenas o começo.

E entre os oprimidos muitos dizem:

Não se realizará jamais o que queremos!

O que ainda vive não diga: jamais!

O seguro não é seguro. Como está não ficará.

Quando os dominadores falarem

falarão também os dominados.

Quem se atreve a dizer: jamais?



De quem depende a continuação desse domínio?

De nós!

De quem depende a sua destruição?

Igualmente de nós.



Os caídos que se levantem!

Os que estão perdidos que lutem!

Quem reconhece a situação como pode calar-se?

Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.

Os dominadores fazem planos para dez mil anos.

O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são

Nenhuma voz se levanta além da dos que mandam

E em todos os mercados se proclama a exploração;

Isto é apenas o começo.

E entre os oprimidos muitos dizem:

Não se realizará jamais o que queremos!

O que ainda vive não diga: jamais!

O seguro não é seguro. Como está não ficará.

Quando os dominadores falarem

falarão também os dominados.

Quem se atreve a dizer: jamais?



De quem depende a continuação desse domínio?

De nós!

De quem depende a sua destruição?

Igualmente de nós.



Os caídos que se levantem!

Os que estão perdidos que lutem!

Quem reconhece a situação como pode calar-se?

Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.






Berthold Brecht

sábado, 19 de setembro de 2009

Som de primeira.

Só pra curtir, Pearl Jam-Black


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Muito barulho por nada.

Do blog leitura global Por Vinícius Wu*

Que fim levou crise “sem precedentes” da Receita Federal? Cadê a paralisação das atividades do Fisco no Brasil? Lina Vieira saiu e o mundo estava prestes a acabar. Encontrou, ou não, com Dilma? A tragicomédia produzida pela grande mídia poderia, perfeitamente, ser batizada com o mesmo título da memorável obra do grande dramaturgo inglês. Mas, ao contrário da peça de Shakespeare, não há culpados. Ao fim, restou apenas o silêncio. Nada mais.

Ora, como pôde um assunto tão “relevante” para o país desaparecer assim do noticiário?A incontornável fábrica de crises brasileira nos deve uma explicação. Talvez algum destes articulistas, que subitamente tornaram-se especialistas na área, nos ofereçam alguma resposta. Mas, enquanto nossos sábios defensores das causas da corporação da Receita não apresentam sua versão, vou arriscar duas hipóteses.

A primeira talvez seja a reveladora entrevista do “insuspeito” Everardo Maciel – ex-secretário da Receita Federal durante o governo FHC – no programa “Entre Aspas”, da Globonews. Maciel, que parece não ter motivos para encobrir qualquer obscenidade cometida pelo governo Lula, simplesmente liquidou com a tese da “politização” da Receita Federal. Para o ex-Secretário de FHC, foi Lina quem politizou a Receita. Disse, ainda – em relação ao caso da Petrobrás – que a estatal estava coberta de razão. Para Maciel, a “crise” não passou de um factóide. O programa conduzido por Mônica Waldvogel pretendia atestar a ingerência política do governo Lula sobre a Receita. Foi um verdadeiro fiasco. Os entrevistados desmentiram a tese, para desespero da nobre apresentadora. Paulo Antenor, presidente do SindiReceita, também participou e criticou duramente a gestão de Lina.

Uma outra hipótese para o sumiço da crise pode encontrar apoio na última pesquisa CNT/Sensus. Apenas 24% da população estavam “acompanhando” as noticias a respeito do suposto encontro entre Dilma e Lina. Outros 17,5% tinham ouvido falar, e 50,4% nunca tinha ouvido falar do malfadado encontro.

O fato é que esta foi apenas mais uma das inúmeras crises produzidas pela grande mídia. O interesse nacional é o que menos importa neste caso. A reação corporativista dos grupos organizados no interior da Receita já foi alvo de inúmeras críticas dos articulistas da grande imprensa. Mas como, desta vez, suas baterias estavam voltadas contra o governo Lula, foram apresentados como arautos do serviço público e da moralidade republicana.

A “crise” da Receita desapareceu dos grandes veículos, porém, não há motivo para pânico, pois, logo, a fábrica brasileira de crises nos presenteará com outra. Esperamos que, da próxima vez, ao menos, tenhamos um desfecho. Temos o direito de saber quem é o “Dom João” da trama, como na peça de Shakespeare. Feliz ou não, queremos o final da história, ou então, nosso ingresso de volta.

*Vinicius Wu é Assessor Especial do Ministro da Justiça.

Pinçado de:
http://leituraglobal.com/250/

Isso é trabalhar para o povo

Ao ver essa notícia fiquei imaginando, como os moradores dos outros estados devem estar se moendo de inveja dessa maravilhosa lei criada pelo engenheiro arquiteto (não necessariamente nessa ordem, ou em ordem alguma) José Serra.
Como pode uma lei maravilhosa como essa, demorar tanto tempo para ser criada, só mesmo de mentes brilhantes como dos demotucanos poderia sair algo para resolver a balburdia que sempre foi comprar bananas nas feiras livres ( em São Paulo já não tão livres assim) desse país.
Aos restantes dos brasileiros, resta aguardar as próximas eleições e eleger esse valoroso brasileiro para acabar em todo restante do país, com esse problema que atormenta a vida de todos os brasileiros.
Só achei que faltou um pouco de pulso, ficou muito branda, pois apenas multa de R$317,00 a R$237.000,00 é muito pouco, quem insiste em vender a fruta dessa forma, deveria mesmo é ir pra cadeia, que é o local mais adequado para esses subversivos.



clique na imagem para ler a reportagem

escrito por Sandro Stahl

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

CAVALHEIRO SÓ

Os jovens homossexuais e as mocinhas amorosas,
e as longas viúvas que sofrem de insônia delirante,
e as jovens senhoras há trinta horas emprenhadas,
e os gatos roufenhos que atravessam meu jardim em trevas,
como um colar de palpitantes ostras sexuais
rodeiam minha casa solitária,
inimigos jurados de minha alma,
conspiradores em traje de dormir,
que trocaram por senha grandes beijos espessos.

O verão radiante conduz os namorados
em uniformes regimentos melancólicos
de pares gordos magros e alegres tristes pares:
sob os coqueiros elegantes, junto ao mar e à lua,
há uma vida contínua de calças e galinhas,
um rumor de meias de seda acariciadas,
e seios femininos a brilhar como dois olhos.

O pequeno empregado, depois de tanta coisa,
depois do tédio semanal e das novelas lidas na cama toda noite,
seduziu sua vizinha inapelavelmente
e a leva agora a cinemas miseráveis
onde os heróis são potros ou são príncipes apaixonados,
e lhe acaricia as pernas, véu macio,
com suas mãos ardentes, úmidas que cheiram a cigarro

As tardes do sedutor e as noites dos esposos
se unem, dois lençóis que me sepultam,
e as horas de após almoço em que os jovens estudantes
e as jovens estudantes, e os padres se masturbam,
e os animais fornicam sem rodeios
e as abelhas cheiram a sangue e zumbem coléricas as moscas,
e os primos brincam de estranho jeito com as primas,
e os médicos olham com fúria o marido da jovem paciente,
e as horas da manhã nas quais, como que por descuido, o professor
cumpre os seus deveres conjugais e desjejua,
e inda mais os adúlteros, que com amor verdadeiro se amam
sobre leitos altos, amplos como embarcações;
seguramente, eternamente me rodeia
este respiratório e enredado grande bosque
com grandes flores e com dentaduras
e raízes negras em forma de unhas e sapatos.

Pablo Neruda

(Tradução
de José Paulo Paes)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Rose Abreu e o país da piada pronta: Súmula do STF obriga PF a avisar suspeitos que está investigando

Do blog vi o mundo

por Rose Abreu

Olá, sou agente de Polícia Federal e resolvi postar no seu blog para chamar a atenção sobre uma aberração que está acontecendo no sistema penal brasileiro da qual só vejo silêncio da grande mídia. Recentemente o STF editou uma Súmula Vinculante que dá direito a qualquer pessoa que saiba estar sendo investigada pela polícia ter acesso ao inquérito policial correspondente. Diz o texto: “É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”.

Mesmo se tratando de casos de sigilo, deve ser assegurado o acesso às provas constituídas no procedimento. O Ministério Público Federal no Ceará com base nessa súmula recomendou nesta terça-feira, 15, que a Polícia Federal no estado envie comunicação escrita às pessoas contra as quais tenha sido instaurado procedimento ou inquérito policial.

O processo penal brasileiro identifica dois momentos. O primeiro momento, chamado de fase inquisitória é a abertura do inquérito policial. Quando da notícia de um crime o delegado de polícia instaura um inquérito com o objetivo de identificar a autoria. Instaurado o inquérito os agentes vão colher provas para em um segundo momento subsidiar o Ministério Público em uma ação penal.

Se o Ministério Público entender que há indícios reais de autoria do crime pelo indiciado no inquérito ele oferece denúncia à justiça. Inicia-se então na justiça a ação penal propriamente dita. E é somente nessa fase que o Código de Processo Penal garante a ampla defesa e contraditório onde o Ministério Público se torna o acusador e o indicado se transforma em réu, com acesso total ao inquérito.

Não tenho como policial não sentir com essas súmulas a decretação do fim do trabalho de polícia investigativa, e somada à súmula das algemas o fim da polícia. Não podemos mais algemar e nem investigar em segredo. Na prática, daqui pra frente funciona assim: avisamos o bandido, lá no começo, antes da ação penal, que ele está sendo investigado e mais a frente quando formos executar o mandado de prisão (se ele não tiver destuído às provas e com isso impossibilitado a identificação da autoria) pedimos “por favor” para que o mesmo nos acompanhe. Seria comédia se não fosse preocupante. É bom lembrar que ela vai valer também para todos os outros crimes, como tráfico de drogas, homicídio, estupro, roubo.....

E o mais triste é saber que essa interferência de poderes com a edição de súmulas que limitam o trabalho de polícia ocorreu apenas como conseqüência de uma ação contra um banqueiro (pós Satiagraha). No momento em que o mundo inteiro discute ferramentas para estrangular o crime organizado nosso Supremo facilita o trabalho de criminosos ao dar possibilidade de destruição de provas antes mesmo da abertura de ação penal.

Como policial vejo essas súmulas como mordaça ao nosso trabalho e como cidadã lamento profundamente as conseqüências disso para o país. É chegada a hora de o STF parar de curvar se ao lobby dos grandes escritórios de advocacia para defender em primeiro lugar o interesse da sociedade.

Pinçado de:
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/rose-abreu-e-o-pais-da-piada-pronta-sumula-do-stf-obriga-pf-a-avisar-suspeitos-que-esta-investigando/

José Serra, os porquinhos e a matemática.

Esses videos mostram como se faz necessário a saída do sapo barbudo analfabeto e ignorante, para a entrada de alguém culto e versado em todos os assuntos.
Contador de visita

Não é novela mas se quiser seguir fique a vontade