Tudo junto e misturado
domingo, 18 de outubro de 2009
Soneto imperfeito da caminhada perfeita
que possam perturbar a nossa caminhada,
em que os poetas são os próprios versos dos poemas
e onde cada poema é uma bandeira desfraldada.
Ninguém fala em parar ou regressar.
Ninguém teme as mordaças ou algemas.
- O braço que bater há-de cansar
e os poetas são os próprios versos dos poemas.
Versos brandos...Ninguém mos peça agora.
Eu já não me pertenço: Sou da hora.
E não há mordaças,nem ameaças,nem algemas
que possam perturbar a nossa caminhada,
onde cada poema é uma bandeira desfraldada
e os poetas são os próprios versos dos poemas.
De Sidónio Muralha (1920 - 1982)
sábado, 17 de outubro de 2009
Boas vindas
escrito por Sandro Stahl
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Como vai a bolsa Miriam?
Aposta em baixa
RC: Ibovespa com 45 mil pontos no fim do ano
O índice Ibovespa acumula alta de 40% este ano, mas há consultorias e economistas prevendo nuvens negras pela frente. A RC Consultores estima que o Ibovespa chegue no final do ano com pontuação em torno de 45 mil. Isso significaria uma queda de 16% em relação aos 53.734 pontos do fechamento de hoje.
"A fase de euforia deve chegar ao fim nos próximos meses, acompanhando a esperada trajetória declinante dos preços das commodities", diz a RC em relatório divulgado hoje.
A consultoria acredita que o gráfico da crise será em formato "www", ou seja, com muito sobe e desce nos próximos meses. Vejam a projeção para o Ibovespa, no gráfico abaixo:
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Acho que ainda dá
Faltam poucos dias para as previsões, que a cassandrica pitonisa do retrocesso Miriam Leitão se agarrou com unhas e dentes para ver o governo ter um presente de grego no natal, se concretizarem.
Acho que que se todos colaborarem com preces e orações, ainda possa ser possível que ela possa ver seus desejos realizados, se engaje na campaha e reze você também, afinal o que são 22 mil pontos, acho até que se não der certo a gente pode dizer que ela errou por pouco, ou façamos como ela, fiquemos bem quietinhos. Mas não deixem de orar, é pela causa meu filho, pela causa.
escrito por Sandro Stahl
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Solidariedade ao Nassif
A Abril consegue a primeira condenação
Ainda não tenho os dados à mão. Mas, pelo que sou informado, fui condenado a pagamento de 100 salários mínimos pelo juiz Vitor Frederico Kümpel, da 27ª Vara Cível, em processo movido por Mário Sabino e pela revista Veja. No primeiro processo – de Eurípedes Alcântara – fui absolvido.
Pode haver apelação nas duas sentenças.
Ao longo dessa longa noite dos celerados, a Abril lançou contra mim os ataques mais sórdidos que uma empresa de mídia organizada já endereçou contra qualquer pessoa. Escalou dois parajornalistas para ataques sistemáticos, que superaram qualquer nível de razoabilidade. Atacaram a mim, à minha família, ataques à minha vida profissional, à minha vida pessoal, em um nível só comparável ao das mais obscenas comunidades do Orkut.
Não me intimidaram.
Apelaram então para a indústria das ações judiciais – a mesma que a mídia vive criticando como ameaça à liberdade de imprensa. Cinco ações – quatro em nome de jornalistas da Veja, uma em nome da Abril – todas bancadas pela Abril e tocadas pelos mesmos advogados, sob silêncio total da mídia.
Não vou entrar no mérito da sentença do juiz, nem no valor estipulado.
Mas no final do ano fui procurado por um emissário pessoal de Roberto Civita propondo um acordo: retirariam as ações em troca de eu cessar as críticas e retirar as ações e o pedido de direito de resposta. A proposta foi feita em nome da “liberdade de imprensa”. Não aceitei. Em nome da liberdade de imprensa.
Podem vencer na Justiça graças ao poder financeiro que lhes permite abrir várias ações simultaneamente. Quatro ações que percam não os afetará. Uma que eu perca me afetará financeiramente, além dos custos de defesa contra as outras quatro.
Mas no campo jornalístico, perderam para um Blog e para a extraordinária solidariedade que recebi de blogueiros que sequer conhecia, de vocês, de tantos amigos jornalistas que me procuraram pessoalmente, sabendo que qualquer demonstração pública de solidariedade colocaria em risco seus empregos. Melhor que isso, só a solidariedade que uniu minhas filhas em defesa do pai.
Pinçado de:
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/14/a-abril-consegue-a-primeira-condenacao/
O SALADA DE IDÉIAS se solidariza a Luis Nassif, um dos sustentáculos dessa luta desigual por uma imprensa que cumpra seu papel jornalístico informando a opinião pública e não formando a opinião pública de acordo com seus interesses.
Por Você
Pintar desenhar escrever
Não há nada nesse mundo
Que me faça outra coisa querer
Quero ver seu sorriso
No momento em que acontece
Espero que acredites que isso
Meu coração já merece
Mantenho viva a esperança
Que assim possas pensar
Então serei como a criança
Que o presente acabou de ganhar
escrito por Sandro Stahl
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Mais uma vez a grande mídia criminaliza os movimentos sociais
Como em todos os períodos da história desse país, a grande mídia sempre criminalizou os movimentos sociais. Não irei citar nem os episódios da época da ditadura, mas alguns dos mais recentes: Casa das Pombas, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Movimento Passe Livre e Movimento de Resistência Fora Noroeste. Claro, não poderíamos deixar de esquecer o Movimento dos Sem Terra, figurinha carimbada que sempre foi a escória da grande imprensa. Mais uma vez, o MST é alvo de bombardeio e linchamento dos jornalões. Critérios de noticiabilidade? Isso é conto da carochinha. O que vemos é uma verdadeira manipulação dos fatos e imagens. Mas agora esse caso do MST apresenta um motivo especial: abrir os flancos para bater no governo. Tudo em nome das eleições, sempre ela. Não bastou a criação da CPI da Petrobras, que por sinal está sendo um fracasso, agora querem criar a CPI do MST. E dessa vez o troféu jornalismo derrota vai para o Jornal Nacional. Abaixo, segue o excelente texto do cineasta e blogueiro, Mauricio Caleiro que mata a pau esse episódio que envolve o MST.
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MST e laranjas
O MST é detestado por todos: da direita ruralista à esquerda chavista, passando por tucanos, petistas, psolentos, verdes, azuis e amarelos. Mesmo os que fingem apoiar o MST o detestam.
Isso porque há uma antipatia ancestral e inata contra o MST, esse arquétipo de nosso inconsciente coletivo, esse cancro irremovível que insiste em nos lembrar, mesmo nos períodos de bonança, que fomos o último país do mundo a abolir a escravidão e continuamos sendo uma porcaria de nação que jamais fez a reforma agrária.
O MST é o espelho que reflete o que não queremos ver.
Há duas questões, na vida nacional, que contradizem qualquer discurso político da boca pra fora e revelam qual é, mesmo, de verdade, a tendência ideológica de cada um de nós, brasileiros: a violência urbana e o MST. Diante deles, aqueles que até ontem pareciam ser os mais democráticos e politicamente esclarecidos passam a defender que se toque fogo nas favelas, que se mate de vez esse bando de baderneiros do campo, PORRA, CARAJO, MIERDA, MALDITOS DIREITOS HUMANOS!
O MST nos faz atentar para o fato de que em cada um de nós há um Esteban de A Casa dos Espíritos; há o ditador, cuja existência atravessa os séculos, de que nos fala Gabriel García Márquez em O Outono do Patriarca; há os traços irremovíveis de nossa patriarcalidade latinoamericana, que indistingue sexo, raça, faixa etária ou classe social:
O MST é o negro amarrado no tronco, que chicoteamos com prazer e volúpia.
O MST é Canudos redivivo e atomizado em pleno século XXI.
O MST é a Geni da música do Chico Buarque – boa pra apanhar, feita pra cuspir – com a diferença de que, para frustração de nossa maledicência, jamais se deita com o comandante do zeppelin gigante.
E, acima de tudo, O MST é um assassino de laranjas!
E ainda que as laranjas fossem transgênicas, corporativas, grilheiras, estivessem podres, com fungos, corrimento, caspa e mau hálito, eles têm de pagar pela chacina cítrica! Chega de impunidade! Como o João Dória Jr., cansei!
Joro pungente
Afinal, foi tudo registrado em imagens – e imagens, como sabemos, não mentem. Estas, por sua vez, foram exibidas numa reportagem pungente do Jornal Nacional – mais um grande momento da mídia brasileira -, merecedora, no mínimo, do prêmio Pulitzer. Categoria: manipulação jornalística. Fátima Bernardes fez aquela cara de dominatrix indignada; seu marido soergueu uma das sobrancelhas por sob a mecha branca e, além dos litros de secreção vaginal a inundar calcinhas em pleno sofá da sala, o gesto trouxe à tona a verdade inextricável: os “agentes“ do MST são um bando de bárbaros.
(Para quem não viu a reportagem, informo,a bem da verdade, que ela cumpriu à risca as regras do bom jornalismo: após uns dez minutos de imagens e depoimentos acusando o MST, Fátima leu, com cara de quem comeu jiló com banana verde, uma nota de 10 segundos do MST. Isso se chama, em globalês, ouvir o outro lado.)
Desde então, setores da própria esquerda cobram do MST sensatez, inteligência, que não dirija seu exército nuclear assassino contra os pobres pés de laranja indefesos justo agora, que os ruralistas tentam instalar, pela 3ª vez, como se as leis fossem uma questão de tanto bate até que fura, uma CPI contra o movimento (afinal, é preciso investigar porque o governo “dá” R$155 milhões a “entidades ligadas ao MST”, mesmo que ninguém nunca venha a público esclarecer como obteve tal informação, como chegou a esse número, que entidades são essas nem qual o grau de sua ligação com o MST: O Incra, por exemplo, está nessa lista como ligado ao MST?).
A insensatez dos miseráveis
Ora, o MST é um movimento social nascido da miséria, da necessidade e do desespero. Eles estão em plena luta contra uma estrutura agrária arcaica e concentradora. Não se pode esperar sensatez de movimentos sociais da base da pirâmide social, que lutam por um direito básico do ser humano. Pelo contrário: é justamente a insensatez, a ousadia, a coragem de desafiar convenções que faz do MST um dos únicos movimentos sociais de fato transgressores na história brasileira. Pois quem só protesta de acordo com os termos determinados pelo Poder não está protestando de fato, mas sendo manipulado. Se os perigosos agentes vermelhos do MST tivessem sensatez, vestiriam um terno e iriam para o Congresso fazer conchavos, não ficariam duelando com moinhos de vento, digo, pés de laranja.
Mas é justamente por isso que o MST incomoda a tantos: ele, ao contrário de nós, ousa desafiar as convenções: ele é o membro rebelde de nossa sociedade que transgride o tabu e destroi o totem. Portanto, para restituição da ordem capitalista/patriarcal e para aplacar nossa inveja reprimida, ele tem de ser punido. Ele é o outro.
Quantos de nós já se perguntaram como é viver sob lonas e gravetos – em condições piores do que nas piores favelas -, à beira das estradas, em lugares ermos e remotos, sujeito a ataques noturnos repentinos dos tanto que os detestam? Quantos já permaneceram num acampamento do MST por mais do que um dia, observando o que comem (e, sobretudo, o que deixam de comer), o que lhes falta, como são suas condições de vida?
Poucos, muito poucos, não é mesmo? Até porque nem a sobrancelha erótica do Bonner nem o olhar-chicote da Fátima jamais se interessaram pelo desespero das mães procurando, aos gritos, pelos filhos enquanto o acampamento arde em fogo às 3 da madrugada, nem pelas crianças de 3,4 anos que amanhecem coberta de hematomas dos chutes desferidos pelos jagunços invasores, ao lado do corpo de seus pais, assassinados covardemente pelas costas e cujo sangue avermelha o rio.
Para estes, resta, desde sempre, a mesma cova ancestral, com palmos medidas, como a parte que lhes cabe neste latifúndio.
Para a mídia, pés de laranja valem mais do que a vida humana, quero dizer, a vida subumana de um miserável que cometeu a ousadia suprema de lutar para reverter sua situação.
Mas os bárbaros, claro está, são o MST.
Por isso, haja o que houver, o MST é o culpado.
Pinçado de:
http://boimatenews.wordpress.com/2009/10/09/mais-uma-vez-a-grande-midia-criminaliza-os-movimentos-sociais/
domingo, 11 de outubro de 2009
Um pouco de Metállica
Letra:The Unforgiven
New blood joins this earth
And quickly he's subdued
Through constant pained disgrace
The young boy learns their rules
With time the child draws in
This whipping boy done wrong
Deprived of all his thoughts
The young man struggles on and on he's known
A vow unto his own
That never from this day
His will they'll take away
What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never be
Never see
Won't see what might have been
What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never free
Never me
So I dub the unforgiven
They dedicate their lives
To running all of his
He tries to please them all
This bitter man he is
Throughout his life the same
He's battled constantly
This fight he cannot win
A tired man they see no longer cares
The old man then prepares
To die regretfully
That old man here is me
What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never be
Never see
Won't see what might have been
What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never free
Never me
So I dub the unforgiven
What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never be
Never see
Won't see what might have been
What I've felt
What I've known
Never shined through in what I've shown
Never free
Never me
So I dub the unforgiven
Never free
Never me
So I dub the unforgiven
You labeled me
I'll label you
So I dub the unforgiven
Never free
Never me
So I dub the unforgiven
You labeled me
I'll label you
So I dub the unforgiven
Tradução:Os imperdoáveis
Sangue novo se junta a esta terra
E rapidamente ele é subjugado
Atravessando constante e penante desgraça
O jovem garoto aprende suas regras
Com o tempo a criança é enganada
Este rapaz subjugado fez errado
Desprovido de todos os seus pensamentos
O jovem homem aguenta e aguenta, ele sabe
Um juramento para si mesmo
Que nunca a partir deste dia
Eles tomariam o seu destino
O que eu senti
O que eu soube
Nunca apareceram no que eu mostrei
Nunca ser
Nunca ver
Não ver o que devia ser
O que eu senti
O que eu soube
Nunca apareceram no que eu mostrei
Nunca livre
Nunca eu mesmo
Então eu os nomeio imperdoáveis
Eles dedicaram suas vidas
A tomar tudo deles
Ele tenta satisfazer a todos
Este homem amargo ele se torna
Por toda a sua vida o mesmo
Ele lutou constantemente
Esta luta ele não pode vencer
Um homem cansado eles vêem, não importa mais
O velho homem então se prepara
Para morrer cheio de arrependimentos
Este velho homem aqui sou eu
Vocês me rotularam
Eu rotularei vocês
Então eu os nomeio imperdoáveis
Com ciúme da Rio 2016, Serra promove campeonato de amarelinha em SP
A escolha do Rio para a sede das olimpíadas trouxe grandes transtornos à “gente bonita” do partido cleptotucano paulista. Já indignados com a vitória da decadente e anti-tucana ex-capital federal, desesperaram-se ao ver o analfabeto sem classe Lula e sua ministra e candidata Dilma aparecerem na televisão dando entrevistas e colhendo os louros. FHC pediu seus sais, Tasso correu para seu jatinho para fazer reuniões com seus parceiros comerciais para tentar lucrar algum, Alvaro Dias e José Agripino olharam-se entre lágrimas e deram-se as mãos buscando consolo mútuo no plenário do Senado.
Mas o Grande Líder da Locomotiva da Nação, o Presidente de Nascença José Serra, resolveu o problema da auto-estima tucana de uma só de suas sábias e corajosas decisões: neste sábado fará anúncio, em cadeia nacional pelo JN, da realização do Primeiro Campeonato Mundial de Amarelinha, em São Paulo.
O Mais Preparado dos Brasileiros demonstrou toda sua capacidade de articulação internacional em uma reunião de emergência com o Comitê de Amarelinha da Lapa, Higienópolis, Tatuapé e Ipiranga (CALAHTI). Os membros do Comitê, consternados com a malaise tucana, aprovaram por unanimidade a promoção do magnífico evento esportivo na Capital de Facto da nação. Foi vital para a decisão o discurso do Presidente do CALAHTI, Roberto Freire, cujo entusiasmo visível foi fortalecido pela oferta de mais uma vaguinha em um conselho de administração de uma estatal paulista.
O Secretário Estadual da Microsoft, Paulo Renato, anunciou imediatamente a contratação de uma associação de educadoras tucanas para a implantação de pistas de amarelinha em todas as escolas do Estado. De acordo com modernos preceitos pedagógicos, a amarelinha proposta pelas educadoras tucanas não tem inferno como ponto de partida e céu como ponto de chegada. Em seu lugar utilizam-se as palavras Brasil e São Paulo, respectivamente.
Questionado sobre o fato de se colocar a amarelinha na parede, o que impede que as crianças pulem, o Secretário disse que as crianças pobres é que são burras por não saber usar o maravilhoso equipamento concebido pelas educadoras tucanas.
A iniciativa do Maior de Todos os Brasileiros contou com imediata adesão mundial. Já anunciaram apoio e participação no evento:
o Federação Venezuelana Antichavista de Amarelinha
o Associação Curitibana de Amarelinha
o Federação de Amarelinha do RS
o Federação de Amarelinha do Jardim Europa
o Federação de Amarelinha de Tegucigalpa
o Confederação Colombiana de Amarelinha
o Clube Paineiras do Morumbi
o Club Athetico Paulistano
Com relação aos investimentos, o Futuro Maior Presidente da Nação informou que na próxima semana serão iniciadas as obras do Estádio Mário Covas de Amarelinha, do Centro Mário Covas de Treinamento de Amarelinha e da Vila Amarelinha Mário Covas. Uma nova rodovia, a Rodovia da Amarelinha Mário Covas será construída ligando as três majestosas instalações. Imediatamente após tomar a decisão, o governador começou a reclamar do governo federal sobre a demora para a liberação dos recursos para a construção.
Mas a grande revelação foi deixada para o final da cerimônia, trazendo clímax e fazendo a platéia exultar com tanta competência: o Economista de Ouro anunciou que o Campeonato Mundial de Amarelinha trará uma inovação: pela primeira vez na história, haverá pedágio na pista de amarelinha. Assim, os atletas participantes deverão, a cada 2 casas da amarelinha, pagar um pedágio de R$ 17,80. A empresa Tejofran já foi contratada para administrar esse pedágio, através de um aditamento do contrato de limpeza do Palácio dos Bandeirantes. O recurso arrecadado com o pedágio será utilizado para financiar a campanha de publicidade para a proibição do filme Salve Geral.
Comentário da Tia Carmela: o Zezinho sempre gostou de amarelinha. Lembro que quando ele era bem menino, na Móoca, ele ficava brincando de amarelinha com a Martinha, filha da dona Rita de Cássia, que era vizinha deles. Ele costumava chamar o Reinaldinho Cabeção, o amiguinho puxa-saco que ele tinha, para brincar com eles. Mas na verdade o Reinaldinho Cabeção mal brincava: a tarefa dele era fazer uma medalha com fita verde-amarela e uma tampinha de garrafa e colocar no peito do Zezinho, dizendo que ele tinha sido campeão, mesmo quando era a Martinha quem ganhava. Depois o Reinaldinho Cabeção escrevia nas paredes da rua: Zezinho, Campeão de Amarelinha.
Pinçado de:
http://byebyeserra.wordpress.com/2009/10/03/com-ciume-da-rio-2016-serra-promove-campeonato-de-amarelinha-em-sp/
sábado, 10 de outubro de 2009
Quando não é a demagogia do Impostôr-metro, é a demagogia do "Feirão do Imposto"...
" Quem, como, por quê e onde?", são as perguntas que esses oportunistas não pensam em responder direito.
Eu já escrevi antes aqui e - até onde sei - cunhei o termo "Impostôr-metro", o que deixa claro o que penso sobre as manifestações "anti-impostos". Eu passei a observar um pouco melhor [ como qualquer cidadão, não como especialista ] essa história de "farra de impostos" quando fui abordado em uma loja de grande rede de farmácias, por uma funcionária, que perguntou se eu queria subscrever um "abaixo-assinado para abaixar os impostos". Isso foi há uns anos.
A farra de impostos quase dobrou a partir do governo Fernando Henrique Cardoso. Ponto. Depois, foi se mantendo no patamar atingido [ em termos de % do PIB ], nestes últimos anos.
então, uma das coisas que me faz torcer o nariz para essas "campanhas": dêem nomes. Mas, como qualquer pessoa um pouco melhor informada sabe, quem tenta "despolitizar" as coisas [ entre essas coisas estão os próprios governos ] é a direita. Despolitizar no sentido de "despartidarizar". Assim, nessas campanhas, se buscar com um pouco de paciência, vai achar gente que fez parte de governos demotucanos. Quando uma administração "esquerdista" assume, o novo governo bota sua gente em cargos de confiança, e os "despolitizadores" clamam por "profissionalismo" na máquina. Como sinônimo, claro, de desideologização. Deixa para lá. É algo que eu não domino muito.
Mas, assim como qualquer um destes "libertários", eu também pago "impostos". E não me impressiono quando sai no jornal: "Brasileiro [ sic ] trabalha [ sic, sic ] 364 dias do ano só para pagar imposto [ sic... ]".
Sabem por quê? Simplesmente porque NÃO É VERDADE. A gente sabe, vai. Mas, quando o jornal ou a TV mostra um monte de números que a gente não entende, e um representante do empresariado falando que, por culpa do imposto que eles, ahamm, pagam, por causa disso não tem emprego pra população. É um argumento puramente emocional, já que a gente tá sempre com a corda no pescoço.
Um explicação simples nos deixa mais tranquilos. Pois essa gente sabe que muitos de nós não sabem distinguir imposto, de taxas e de contribuições, além de não fazer bem as distinções devidas: imposto estadual, municipal ou federal? Nem sempre nós consideramos as mudanças no IR [ o FHC "ampliou a base de incidência" e a classe média eternamente ignara do Brasil ficou emocionada e agradecida... ] , por exemplo, ou as desonerações. É complicado, meu.
Agora, prova do que estou falando é esse "Feirão do Imposto": você vai no lugar, e tem lá o produto exposto, com um "fichão": produto, preço, imposto e valor do imposto. Simplérrimo. Tôsco. Que imposto? 18%, calculo eu, que estejam falando do ICMS. Um imposto estadual. Vejam que facilidade: se o camarada pegar o papel, botar [ falsamente, de propósito ] que ali no produto incide 348 % de impostos e pronto: sem discussão. As pessoas engolem e sentem-se felizes por estarem sendo "cidadãos críticos". E, estranhamente, o culpado é "o" Governo: nós trabalhamos para pagar impostos que "o" Governo arrecada. "Que" Governo, pô? O Serra tá cansado de aumentar impostos, mas poucos se dão conta disso. É que ele é sutil.
Esses "protestos" infrutíferos, promovidos por empresários, lideres setoriais, banqueiros, etc não vão lá, criticar a verdadeira catástrofe que é a cobrança desproporcional de taxas diversas aos pobres e assalariados. Enquanto são IRRISÓRIOS os tributos pagos por proprietários de terras, por exemplo.
FAÇA O SEGUINTE: LEIA ESTA MATÉRIA PUBLICADA NA CAROS AMIGOS DESTE MÊS, e entenda melhor a questão: No Brasil quem paga impostos são os pobres . A matéria está completinha no site. Veja quem trabalha de verdade para pagar impostos, enquanto outros ficam posando de "libertários". E aproveite para entender porque os jornais e a vEJA não gostam do Márcio Pochmann [ "partidário" e "ideológico", segundo a mídia, o que significa que ele não é um cara remunderado pelo mercado financeiro e nem trabalha nestas "consultorias" de mercado ].
Quem defende - até por uma questão de teoria econômica - o fim das tributações são os ricos. Na prática, quem paga somos nós, remediados. Só que eles têm a palavra, e como disseminá-la.
Eles não fazem lobby, por exemplo, para que o imposto sobre grandes fortunas saia, finalmente, do papel.
Não há garantias de que, um - vá lá - imposto, ao deixar de ser cobrado de um produtor, que o valor será imediatamente descontado ao consumidor. Com o "imposto do cheque" para a Saúde foi assim. Segundo alguns, essa desoneração do IPI [ dos carros, p.ex ] não resultará em benefícios para nós, mas representará um rombo no caixa do governo. A não-cobrança do IPI foi engordou a margem de lucros das empresas. E pode até ter virado "remessa de lucros para o exterior".
Então, meu amigo, fique de olho SIM, nos impostos que você paga. Mas tente saber desde quando, por que, como, para quem você desembolsa. E graças a quem [ sob as ordens de quem ] a "farra tributária" do governo [ sic ] é alta. E "alta " para quem?
Pinçado de:
http://ocorreiodaelite.blogspot.com/2009/10/quando-nao-e-demagogia-do-impostor.html
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Não cultives a fraqueza
o bom na sua bondade
vive o firme na firmeza
lutando por liberdade.
Não cultives a fraqueza,
procura sempre ser forte,
que o homem que tem firmeza
não se rende nem à morte.
Educa a tua vontade
faz-te firme: em decisões,
que não terá liberdade
quem não fizer revoluções.
Se queres o mundo melhor
vem cá pôr a tua pedra,
quem da luta fica fora
neste jogo nunca medra.
Francisco Miguel Duarte,
Poeta popular nascido no Alentejo,
Operário sapateiro, filho de camponeses
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Quando um ato inseguro se encontra com uma condição insegura ninguém segura

Não sei porque não fabricam escadas do tamanho certo

Escada de alumínio, água e eletricidade, receita pra fritar um idiota
/>Capacete que absorve o suor

Bem melhor que uma maçã

Mácara para quem tem falta de ar

Pode subir que eu garanto

Ops, aí já é insegurança demais
Fresta
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,
Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado
Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração.
Fernando Pessoa
A cruzada covarde de Demétrio Magnoli

No domingo, foi no programa “Canal Livre”, da TV Bandeirantes; no dia 29 de agosto, no programa do Jô Soares. Em cerca de uma semana, o sociólogo e geógrafo Demétrio Magnoli apareceu nos dois programas fazendo sua cruzada inglória contra o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado no mês passado pela Câmara dos Deputados.
Magnoli, na verdade, concentra-se nas cotas para negros e indígenas nas universidades. É o “golden boy” da mídia nessa questão. Recebe um espaço infinito para mentir, distorcer, omitir, tudo de forma a literalmente criminalizar essa modalidade de política afirmativa.
Ele chega a comparar uma política que permite a jovens pobres e negros cursarem universidades a políticas nazistas de extermínio racial. Mente sobre as estatísticas ao omitir que elas mostram que os negros são anomalamente alijados do ensino universitário. E faz de conta que não existe uma geração de dezenas de milhões de jovens pobres e negros – ou indígenas – que não terá chance de concluir seus estudos se não for através de cotas.
Não entrarei no debate das cotas. Não é disso que trata este texto. Trata-se da aberração que é um programa que se auto proclama Canal “Livre” colocar quatro brancos, maduros, caucasianos, com nomes europeus e de classe média alta para atacarem uma política social que beneficia jovens negros e pobres. Ou o rotundo comediante global, portador das mesmas características étnico-sociais, para fazer o mesmo.
E isso em um momento no qual o Congresso discute o Estatuto atacado pelo “golden boy” anti-cotas da mídia, que agora tem a desculpa de um livro seu atacando, claro, as cotas para tagarelar falácias sem contestação em programas com entrevistadores concordantes.
E, se querem saber, preferi ver Magnoli verter sua empulhação purulenta no Jô Soares a vê-lo nessa atuação no tal Canal “Livre”.
No programa do Gordo, pelo menos foi monólogo mesmo, claramente. Já no programa da emissora da família Saad, numa tentativa canhestra de mostrar que havia algum debate ali, colocaram no ar negros defensores das cotas fazendo “perguntas” a Magnoli em participações gravadas.
Enquanto isso, o sujeito respondia ao vivo, obviamente falando qualquer mentira ou deturpação sem ninguém ter como contestá-lo, pois os entrevistadores só faziam adiantar a bola para ele chutar.
Estando em votação no Congresso o Estatuto da Igualdade Racial, julgo ilegal usarem concessões públicas para dar esse espaço desproporcional a um dos lados. Se esses programas não derem espaço a um defensor das cotas brevemente, proporei ao MSM irmos à Justiça contra esse uso ilegal de concessões públicas.
Pinçado de:
http://edu.guim.blog.uol.com.br/
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Pela primeira vez na história, Brasil torna-se credor do FMI
REUTERS
ISTAMBUL - Pela primeira vez na história, o Brasil tornou-se credor do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, comprometeu-se formalmente a adquirir bônus do FMI no valor de US$ 10 bilhões.
- É um momento histórico para nós. É a primeira vez na história que o Brasil empresta recursos ao FMI e, portanto, à comunidade internacional -afirmou Mantega, que participa da reunião anual do Fundo em Istambul
Segundo o ministro, o Brasil atendeu a um pedido do diretor-geral do FMI, Strauss-Kahn, para que os países usem parte das reservas como contribuição para a recuperação da economia mundial.
07:11 - 05/10/2009
Pinçado de:
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/10/05/e051011234.asp
domingo, 4 de outubro de 2009
Americano escreve nova biografia de Clarisse Lispector
Transposição do São Francisco.
Assista esse video do ministério da integração e veja um pouco do tamanho dessa obra.
Esse outro video mostra como será as vilas onde serã assentadas as famílias das comunidades ao longo do canal.
Já esse outro mostra o aquecimento que acontece nas cidades ao entorno da obra
Há muitas discusões em torno do projeto, se será benéfico ou não o tempo dirá, por hora, mesmo antes do término das obras o resultado tem sido satisfatório.
sábado, 3 de outubro de 2009
O ser poeta
Vieram-me em papéis borrados por minhas lágrimas
É a dor que impulsiona minha pena
Fazendo com que dela surjam palavras
Sem rima, sem nexo, apenas palavras
Carregadas de lamento.
escrito por Sandro Stahl
ÚLTIMO INSTANTE
Em alto-mar, quando vem vindo a treva;
Lá me parecerá sonho a agonia,
E a alma uma ave que nos céus se eleva.
Não ouvir nos meus últimos instantes,
A sós com o mar e o céu, humanas mágoas,
Nem mais vozes e preces soluçantes,
Senão o grave retumbar das águas.
Morrer quando, ao crepúsculo, retira
A luz as áureas redes da onda verde,
E ser como esse sol que lento expira:
Algo de luminoso que se perde.
Morrer, e antes que o tempo me destrua
Da mocidade a esplêndida coroa;
Quando inda a vida ouço dizer: sou tua.
Saiba eu embora que nos atraiçoa.
MANUEL GUTIÉRREZ NÁJERA
Tradução de
Manuel Bandeira
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Olimpíadas 2016
O que se ouve constantemente , dito pelos brasileiros, é que temos muito mais coisas importantes para se preocupar, do que com copa do mundo e jogos olimpicos.
Problemas como o de educação, saúde, transporte público, etc. etc.
Pois muito bem, dizem ainda que tudo o que se constrói, ginásios, estádios, ficam abandonados e não cumprem seus papéis sócio-educacional.
Mas o que não dizem é que, para a realização de eventos como esses, as exigências impostas ao país em termos de melhoria na área de saúde, com o aumento de leitos disponíveis, no trânsito com a melhoria dos acessos as praças esportivas, com contrução de metrôs, melhorias nas frotas de onibus, amentos da frota de táxi, melhorias nos aeroportos, aumento das vagas em hotéis e outras coisas mais, ficarão e serão usados pelas pessoas.
E na educação o que melhora?
Eventos desse porte, necessitam de muitos voluntários e esses voluntários são treinados para receber bem os turista, aprendem um novo idioma, o que acontece com os táxistas também.
Mas a meu ver a importância maior do Brasil ter conseguido trazer esses eventos, é mostrar o respeito político conquistado pelo nosso país, graças as políticas econômicas e social que fizeram o país atravessar com tranquilidade pela crise econômica mundial e faz despencar a desigualdade social, sem falar no prestígio que tem nosso presidente Lula junto a comunidade internacional.
E se tem alguém responsável por todas as conquistas esse alguém é ele, que um dia a história mostrará que foi o maior e mais importante presidente que esse país já teve.
Não quero esperar pela história e desde já, obrigado presidente, obrigado presidente.
escrito por Sandro Stahl
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Herança
que me coube por herança,
colho safra de palavra,
armazeno provisão,
bebo de sede no poço,
como a fome no feijão.
Invento tudo que penso,
sou mago, palhaço e rei.
Tenho tudo que não tenho,
lua no fundo do copo
e o arco-íris na sopa.
De mãos dadas com Carlitos
alimento de pão e mel
os bichos todos do circo.
Pelo sem-fio da tarde
recebo urgente avegrama:
“De longe país ao Sul
vão no caminho do vento
dois passarinhos azuis.
Solicito alpiste e água
na concha de cada mão.”
A noite cobre meu sono
e da serragem do sonho
faço colchão, travesseiro.
Acordo. É ganho ou perda
ter mais um dia a viver?
Com flanela limpo os óculos
(janela dos olhos míopes)
mas não vejo mais poesia,
que sou cada vez mais turvo
diante da vida dura
e do mundo tão escuro.
LUÍS CARLOS GUIMARÃES
José Serra, os porquinhos e a matemática.
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