Tudo junto e misturado


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Chuvas em São Paulo

Ainda bem que a chuva em São Paulo não causa tanto prejuízo e transtornos quanto o apagão. O Serra precisa mandar prender o subversivo São Pedro, ele deve estar mancomunado com o PT.






Brasil Privatizado

O jornalista de economia Aloysio Bionde é um dos mais conceituados de sua época e fez esse valioso estudo imprecindíve para quem quer saber como se deram as privatizações no Brasil.
Coloco aqui a disposição de todos esse livro que já vendeu milhares de cópias e não pode deixar de ser lido para uma melhor compreensão do que verdadeiramente representou para o Brasil esse período da história. Baixe-o clicando AQUI.


Escrito por Sandro Stahl

Comentário

Comentário feito no blog da Cristina Lemos

J.Arruda disse:
08/12/2009 às 08:36
Eu não sou petista, mas trabalho em obras relacionadas com geração e distribuição de energia.
Quero fazer um depoimento, de 2004 para frente existem tantas obras que faltam até profissionais pra trabalhar, em construção de barragens e linhas de transmissão.
Antes disso, no governo FHC, agente tinha que implorar de joelhos para conseguir um trabalho mal remunerado.


Pinçado de:
http://blogs.r7.com/christina-lemos/2009/12/08/nem-apagao-afeta-popularidade-do-governo-e-de-lula/

Grande sucesso da internet

Mike de Mosqueiro - Tcha nana nanana

Pensamento

O que é o poeta senão um alquimista a transformar o vazio de sua alma num sorriso no rosto dos enamorados.


Escrito por Sandro Stahl

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Rir é preciso

Mexendo em meus arquivos encontrei dois cd's de piadas, compactei-os em rar e estou dissponibilizando aqui para quem quiser. Um é do Miele, quinhentos anos de piadas de português, clique AQUI para baixá-lo, o outro é de Nilton Pinto e Tom Carvalho, causos e piadas, que você pode baixar clicando AQUI.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Terminou o melhor campeonato de todos os tempos.

Calma eu explico, é verdade que o nível técnico foi um dos mais baixos, mas quantos campeonatos com nível técnico maiores que esse que foram muito mais sem graça? A emoção neste campeonato esteve presente até o último segundo, tanto na definição do título e dos classificados para a libertadores, quanto para saber quais os times seriam rebaixados para a série B. Os times brasileiros começam a criar a cultura necessária para disputar bem o campeonato por pontos corridos e os torcedores definitivamente tomaram gosto por essa forma de disputa, haja visto a média de público nos estádios que a cada ano só faz aumentar. Vamos ver agora qual será o discurso dos que são contra os pontos corridos, antes diziam que campeonato com final tinha mais emoção, mais emoção que as vividas hoje, eu duvido. Parabéns ao Flamengo, legítimo e merecido campeão, e a seus torcedores que fizeram belíssimas festas no Maracanã. Oxalá nos próximos anos possamos ter tantas emoções quanto tivemos nesse, pois se existe um país no mundo com times capazes de tornar essa fórmula de disputa emocionante, esse país é o Brasil.

Escrito po Sandro Stahl

O bom e velho Chuck Berry - Carol

Campanha cancele UOL e Folha, contra a censura na internet



Este blog reúne-se a muitos outros na internet que apóiam a campanha pelo cancelamento de assinaturas do UOL e Folha de S. Paulo, em solidariedade ao blog Arlesophia e ao Antonio Arles.

A Folha/UOL ameaçou judicialmente o A. Arles por ele ter colocado as imagens acima em seu blog, obrigando-o a retirá-las. Agora, ela vai ter de obrigar centenas de outros blogs a fazer o mesmo.

Junte-se à campanha: coloque em seu blog, mande por e-mail, espalhe por onde puder. Tudo o que O Jornal Mais Vendido do Brasil conseguiu com seu gesto pró-censura foi aumentar a publicidade negativa contra si…

sábado, 5 de dezembro de 2009

Folha esconde elo paulista

Do blog do Nassif
Da Folha de S.Paulo

Arruda ignorou parecer e contratou empresa suspeita
Acordo de R$ 15 mi com Info Educacional foi fechado apesar de alerta de órgão jurídico

Preço oferecido em licitação foi 4 vezes o valor da menor oferta; vídeo flagrou dono de empresa e funcionário do DF recebendo dinheiro

FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo de José Roberto Arruda (DEM) ignorou alertas de sua assessoria jurídica e firmou contratos milionários com empresas suspeitas de financiar o mensalão do DEM.

Em março do ano passado, a própria Procuradoria-Geral do Distrito Federal deu parecer contrário à contratação da Info Educacional por R$ 12 milhões para implantar software em 173 escolas do DF diante da ausência de projeto piloto e justificativa de preços adequada.

Após quatro meses, mesmo tendo sido alertado para a necessidade de teste prévio e um possível superfaturamento, o governo abriu licitação para comprar programa de computador com exercícios de matemática, português e inglês.

Em seguida, desclassificou as três primeiras colocadas sob o argumento de que as empresas não passaram no “teste de conformidade” e escolheu como vencedora a Info Educacional, que apresentou preço (R$ 12 milhões) quatro vezes o valor da menor oferta (R$ 3 milhões).

Neste ano, o contrato com a empresa recebeu um aditivo de R$ 3 milhões.

Além do contrato de R$ 15 milhões com o DF, a Info Educacional já firmou contratos com outros quatro governos, entre eles as administrações do PSDB em Minas Gerais (R$ 6,7 milhões em 2008) e São Paulo (R$ 12,8 milhões entre 2004 e 2006), todos eles sem licitação.

Um funcionário da Secretaria de Educação do DF e o dono da empresa foram filmados recebendo dinheiro das mãos do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, que revelou o mensalão do DEM.

O diálogo da negociata de R$ 298 mil também está transcrito no inquérito que apura a fraude na Operação Caixa de Pandora.

Outra empresa investigada pela PF é a Linknet que, em outubro deste ano, venceu licitação de R$ 223 milhões para manter a prestação de serviços de dados ao governo do DF.

Dois meses antes do resultado da concorrência, a assessoria jurídica de Arruda sugeriu uma multa à Linknet por falta de cumprimento dum contrato anual de R$ 2,03 milhões com a Secretaria de Justiça. Via assessoria, a secretaria diz que desde fevereiro os repasses estão suspensos porque a empresa não deu as informações solicitadas.

Citada por Barbosa como uma das empresas pagadoras de propina, a Cap Brasil também teve parecer contrário à sua contratação de licitação em 2006. Ainda assim, fechou contrato para prestar serviço à Secretaria de Justiça. Por meio da assessoria, o governo informou que cancelou contrato porque o projeto não foi executado.

Como a Folha revelou anteontem, a Secretaria de Saúde do DF, comandada pelo PPS, também contrariou orientação do órgão de controle interno do governo ao contratar a Uni Repro. A entrega de propina envolvendo o nome da empresa está gravada em vídeo.

Perícia da PF

A PF concluiu ontem a primeira parte da análise do material apreendido na Caixa de Pandora. Será listado tudo o que foi levado à polícia, por determinação judicial, e caberá ao INC (Instituto Nacional de Criminalística) periciar computadores, CDs e recibos apreendidos, além das supostas contribuições de campanha que Arruda diz ter recebido.

As equipes responsáveis pela operação esperam concluir até o final da próxima semana a análise do material. Será feito um relatório e encaminhado ao ministro que preside o inquérito no Superior Tribunal de Justiça, Fernando Gonçalves.

Colaboraram FILIPE COUTINHO e ANDRÉA MICHAEL, da Sucursal de Brasília

Comentário
Todas as informações sobre o início da atuação dessas empresas em São Paulo, no governo Serra, hoje em dia são públicas e disponíveis – inclusive com links para as páginas do Diário Oficial que oficializa o contrato.

A Folha não dá porque Otávio Frias Filho tem o rabo preso com o governador José Serra.

Pinçado de:
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/12/05/folha-esconde-elo-paulista/

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Piada do dia

Um casal estava discutindo sobre finanças. O marido explodiu e disse:
-"Se não fosse pelo meu dinheiro essa casa não estaria aqui."
A mulher respondeu:
"Querido, se não fosse pelo seu dinheiro, EU não estaria aqui."

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Composição Serra/Arruda. "A imagem fala por si ?"

Analfabetismo funcional atinge 28% da população brasileira, aponta indicador

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília


Cerca de 28% da população ainda pode ser classificada como analfabeta funcional, enquanto somente 25% dominam plenamente o uso da língua. Essas são algumas informações apontadas pelo Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional) 2009, divulgado hoje (2). O índice é apurado desde 2001 pela ONG (Organização não governamental) Ação Educativa e pelo IPM (Instituto Paulo Montenegro).

O Inaf mede os níveis de analfabetismo funcional na população brasileira entre 15 e 64 anos, dividindo em quatro níveis: analfabetismo, alfabetismo rudimentar, alfabetismo básico e alfabetismo pleno. São considerados analfabetos funcionais aqueles que se encaixam nas duas primeiras categorias.

Os dados apontam que houve uma melhora no índice de analfabetismo funcional. O Brasil tinha, em 2007, 34% de pessoas nessa condição, sendo que 9% eram considerados analfabetos e 25% tinham habilidades rudimentares de leitura e escrita. Em 2009, o percentual de analfabetos funcionais caiu para 28% - 21% possuem nível de alfabetização rudimentar e 7% são analfabetos.

Há diversos conceitos para classificar o analfabeto funcional. Para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), é o indivíduo com menos de quatro anos de estudo completos.

O estudo do IPM mostra ainda que ir à escola não é garantia de aprendizagem: 10% dos brasileiros que estudaram até a 4ª série são analfabetos e apenas 6% atingem o nível pleno de alfabetização. Entre os que cursaram ou cursam da 5ª a 8ª série, apenas 24% ainda permanecem no nível rudimentar e apenas 15% podem ser considerados plenamente alfabetizados.


Pinçado de:
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/12/02/ult105u8953.jhtm

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Eu vi doze novas praças de pedágio em São Paulo. Eu disse 12!

DO blog Vi o mundo - Por Luiz Carlos Azenha

Vi pessoalmente, com meus próprios olhos, 12 praças de pedágio em fase final de construção em estradas paulistas.

Quatro delas na rodovia Marechal Rondon, a SP-300, entre Bauru e a fronteira de Mato Grosso do Sul.

Na viagem de volta entrei no estado de São Paulo pela região de Presidente Prudente. Dali até a rodovia Castelo Branco contei outras oito praças de pedágio em construção, da concessionária CART.

Infelizmente, àquela altura, a bateria do meu celular já não era suficiente para fotografá-las. Mas segue uma amostra das que vi na Marechal Rondon:




Agora, convenhamos que nenhum político autorizaria tantas praças de pedágio justamente em um ano pré-eleitoral.

A não ser que....


Pinçado de:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/eu-vi-doze-novas-pracas-de-pedagio-em-sao-paulo-eu-disse-12/

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Expectativa de vida do brasileiro sobe e chega a 72,86 anos, aponta IBGE

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Na década de 40, dificilmente um brasileiro passaria dos 50 anos. A expectativa de vida ao nascer naquela época era de 45,5 anos. Quase 70 anos depois, os avanços da medicina e as melhores condições de vida para quem vive no Brasil fizeram o índice saltar mais de 27 anos. A população hoje vive em média 72,86 anos, segundo dados divulgados nesta terça-feira (1) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estátistica.
Só nos últimos dez anos, a avanço foi de 3,2 anos. Em 1998, o brasileiro vivia em média 69,66 anos. Já em 2008, as mulheres viviam 76,71 e os homens 69,11 anos.

Ou seja, o país está envelhecendo rapidamente. A projeção é de que até 2050 a população brasileira chegue aos 81,29 anos. A idade mediana da população também está aumentando. Em 1980, era de 20,20 anos. Em 2050, alcançar os 46,20 anos.

Nos próximos anos os idosos devem alcançar uma participação na sociedade maior à participação dos jovens. As crianças (0 a 14 anos) passaram de 38,24% da população em 1980 para 26,04% agora. Enquanto os idosos (65 anos ou mais) pularam de 4,01% para 6,67% no mesmo período. Em 2050, os jovens serão 13,15% e os mais velhos, 22,71% da população total.

"Mantidas as tendências dos parâmetros demográficos implícitas na projeção da população do Brasil, o País percorrerá velozmente um caminho rumo a um perfil demográfico cada vez mais envelhecido, fenômeno que, sem sombra de dúvidas, implicará em adequações nas políticas sociais, particularmente aquelas voltadas para atender as crescentes demandas nas áreas da saúde, previdência e assistência social", destacou o IBGE.

Desde 1999, o instituto divulga anualmente a Tábua Completa de Mortalidade da População do Brasil, em cumprimento ao artigo 2º do Decreto Presidencial nº 3.266.

Os dados, referente a 1º de julho do ano anterior, são usados pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros do fator previdenciário das aposentadorias.

Natalidade e mortalidade
As altas taxas de natalidade que desde o século 19 prevalecem no Brasil vêm sendo substituídas pela queda acentuada no crescimento da população, que passou de 3,04% em 1950 para 1,64% em 2000.

Até 1960, a taxa de fecundidade era superior a seis filhos por mulher. Hoje, o número médio de filhos por mulher é de 1,86 e já está baixo do nível de reposição das gerações.

A mortalidade infantil também caiu bastante -- 30% só na última década. Nos últimos dez anos, houve 200 mil óbitos a menos entre as crianças. Entre 1970 e 2008, passou de 100 para 23,30 óbitos por mil nascidos vivos. De acordo com o IBGE, o avanço é inegável, mas a taxa ainda é considerada alta se comparada à dos países vizinhos.

Além disso, a mortalidade entre os jovens também se mantém alta. De 1998 a 2008, mais de 272 mil homens de 15 a 24 anos morreram por causas externas, uma média de 68 mortos por dia.

Pinçado de:
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/12/01/ult5772u6435.jhtm

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

sábado, 28 de novembro de 2009

O caderno da Camargo Correia

Do Blog do Luis Nassif

Por E

(faltou o link)

Nassif, e isso, não vale seu comentário?

Quando a PF agirá aqui em SP?

Construtora fez doações ilegais, diz PF
Camargo Corrêa deu repasses “por fora” a políticos e partidos, sugere documento

Secretários da cidade e do Estado de SP aparecem como beneficiários, mas negam; relatório final da Castelo de Areia será enviado à Justiça

DA REPORTAGEM LOCAL

A Polícia Federal concluiu a segunda fase da Operação Castelo de Areia e apontou em um relatório indícios de doações ilegais feitas pela construtora Camargo Corrêa a políticos e superfaturamento em várias obras públicas pelo país.

O trabalho da PF poderá resultar em um nova denúncia do Ministério Público na semana que vem e no desmembramento das apurações para os tribunais superiores em Brasília, onde os políticos têm foro privilegiado para serem investigados.

Com base em laudos produzidos pelo Instituto Nacional de Criminalística, a Procuradoria também poderá pedir a abertura de novos inquéritos nos Estados em que as obras com indícios de sobreço foram executadas. A construção do trecho sul do Rodoanel Mário Covas é uma das obras que passaram a ser investigadas na segunda fase da operação.

A primeira etapa teve como foco supostos crimes de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de dólares para o exterior cometidos por executivos da empresa- quatro diretores já foram denunciados à Justiça.

Segundo reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” publicada ontem, o delegado da PF Otavio Margornari Russo anexou ao relatório documento que cita 208 obras e contratos da Camargo Corrêa entre 1995 e 1998 e relaciona supostos repasses em favor de políticos e servidores. Um deles é o secretário municipal de São Paulo Walter Feldman (PSDB-SP), que aparece associado a US$ 5.000 mensais de janeiro a dezembro de 1996 e a outros US$ 20 mil, de 1998.

Há ainda referências a “Palácio Band” (US$ 45 mil em 1996), ao chefe da Casa Civil paulista, Aloysio Nunes Ferreira (US$ 15.780 em 1998), ao ex-senador Gilberto Miranda (US$ 50 mil em 1995), à Companhia Energética de São Paulo (US$ 2.389.927 em 1997) e às siglas PMDB, PFL (DEM), PSDB, PPB (PP) e PTB.

O advogado Celso Villardi, que defende a construtora, disse que ainda não teve acesso ao relatório e afirmou “lamentar” o vazamento para a imprensa.

Feldman disse que vai protocolar na PF um pedido de informações sobre o caso. “Não tenho de dúvida que são os primeiros sinais de um processo político que se avizinha”, afirmou. Aloysio disse que todas as doações que recebe são legais.


Pinçado de:
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/28/o-caderno-da-camargo-correia/

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mark Knopfler - Going Home Local Hero Theme (Night in London

CONQUISTANDO O MITO

Cortando o fumo da madrugada
o cheiro de tudo e de nada
entre gestos de giestas
gritos andantes ambulantes vagantes

por entre pensamentos espessos
sons de silêncio e de plantas
neste celeiro de povo sempre novo
certo e incerto na penunbra do gesto

ergo um grito e meu lamento
minha arma de gume sem fronteiras
acerto o passo tomo o traço
lanço a lança directa ao alvo

construo-me construindo o abraço
digo sim e talvez e talvez não
entre a construção de um Amigo de sempre
na força viva de um Amigo que nunca vi.

FERNANDO MANUEL PEREIRA

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O neoliberalismo está "vivinho da silva"

Do portal Carta Maior

O recente colapso da economia mundial, causado predominantemente pela falta de regulação dos mercados financeiros, provocou uma erosão na credibilidade do neoliberalismo. No entanto, segue exercendo uma forte influência na maioria dos economistas e dirigentes de empresas, sobretudo pela ausência de uma doutrina alternativa. Por que a contínua invocação dos mantras neoliberais quando as promessas desta teoria foram contraditadas pela realidade em quase todas as ocasiões? O artigo é de Walden Bello.

Walden Bello (IPS)


Manila, Nov (IPS) – O recente colapso da economia mundial, causado predominantemente pela falta de regulação dos mercados financeiros, provocou uma erosão na credibilidade do neoliberalismo. No entanto, segue exercendo uma forte influência na maioria dos economistas e dirigentes de empresas, sobretudo pela ausência de uma doutrina alternativa.

Por que a contínua invocação dos mantras neoliberais quando as promessas desta teoria foram contraditadas pela realidade em quase todas as ocasiões?

O neoliberalismo é uma perspectiva que advoga a favor do mercado como o principal regulador da atividade econômica, enquanto busca limitar ao mínimo a intervenção do Estado.

Em tempos recentes, o neoliberalismo foi identificado com a própria ciência econômica, dada sua hegemonia como um paradigma dentro da disciplina, que induz à exclusão de outros enfoques.

Dado que a economia é vista em muitos setores como uma ciência irrefutável, quase como a física (é a única ciência social para a qual há um Prêmio Nobel), o neoliberalismo teve uma tremenda e penetrante influência não só em âmbitos acadêmicos, mas também nos meios políticos. Enquanto a Universidade de Chicago, lar do guru neoliberal Milton Friedman, se converteu em fonte de sabedoria acadêmica, em círculos tecnocráticos o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial foram vistos como instituições-chave que levaram esta teoria à política com uma série de prescrições que eram aplicáveis a todas as economias.

É surpreendente comprovar como só recentemente o liberalismo se transformou em um paradigma hegemônico. Até meados dos anos 70, as orientações econômicas keynesianas, que promoviam uma boa dose de intervenção estatal como necessária para a estabilidade e um crescimento econômico constante, eram a ortodoxia. No chamado Terceiro Mundo, o desenvolvimentismo, que prescrevia os princípios keynesianos para as economias que estavam insuficientemente penetradas e transformadas pelo capitalismo, era o enfoque predominante. Havia um tipo conservador de desenvolvimentismo e outro progressista, mas ambos viam o Estado como o mecanismo central do desenvolvimento.

Creio que há três razões pelas quais o neoliberalismo, apesar de seus fracassos, segue sendo dominante.

Em primeiro lugar, em certos países em desenvolvimento como Filipinas, a corrupção continua sendo considerada geralmente como uma explicação para o subdesenvolvimento. Deriva daí o argumento segundo o qual o Estado é a fonte da corrupção e o incremento do papel do Estado na economia, inclusive como regulador, seja visto com ceticismo. O discurso neoliberal concorda perfeitamente com esta teoria da corrupção, minimizando o papel do Estado na vida econômica e sustentando que tornar as relações de mercado dominantes nas transações às custas do Estado reduzirá as oportunidades para a corrupção tanto dos agentes econômicos quanto dos estatais.

Por exemplo, para muitos filipinos o Estado corrupto foi e segue sendo o principal obstáculo para a melhoria do nível de vida. A corrupção estatal é vista como o maior impedimento para o desenvolvimento econômico sustentável. A corrupção, por óbvio, deve ser condenada por razões morais e políticas, mas a suposta relação entre corrupção e subdesenvolvimento tem, de fato, pouca base.

Em segundo lugar, apesar da profunda crise do neoliberalismo, não surgiu ainda nenhum paradigma ou discurso alternativo convincente nem local nem internacionalmente. Não há nada parecido com o desafio que os princípios keynesianos colocaram ao fundamentalismo do mercado durante a Grande Depressão dos anos 30 do século passado. Os desafios apresentados por economistas estelares como Paul Krugman, Joseph Stiglitz e Dani Rodrik continuam enquadrados dentro dos limites da economia neoclássica.

Em terceiro lugar, a economia neoliberal segue projetando-se com a imagem de uma “ciência irrefutável” em razão de ter introduzido meticulosamente a tecnologia matemática. Como seqüela da recente crise financeira, esta extrema aplicação da matemática foi objeto de críticas dentro da própria profissão. Alguns economistas sustentam que o predomínio da metodologia sobre a substância converteu-se na finalidade da prática econômica e, consequentemente, a disciplina perdeu contato com as tendências e os problemas do mundo real.

Vale a pena notar que John Maynar Keynes, que era uma mente matemática, se opôs à “matematização” da disciplina precisamente pelo falso sentido de solidez que dava à economia. Como registrou seu biógrafo Robert Skidelsky, “Keynes era notoriamente cético acerca da econometria” e os números “eram para ele simplesmente pistas, indicações, gatilhos para a imaginação”, ao invés de expressões de certezas sobre fatos passados e futuros.

Superar o neoliberalismo, portanto, requer ir além da veneração dos números que, freqüentemente, cobrem a realidade, e ir além também do suposto cientificismo neoliberal.

(*) Walden Bello, é deputado da República das Filipinas e analista do centro de estudos Focus on the Global South (Bangkok)

Tradução: Katarina Peixoto


Pinçado de:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16246&editoria_id=7

José Serra, os porquinhos e a matemática.

Esses videos mostram como se faz necessário a saída do sapo barbudo analfabeto e ignorante, para a entrada de alguém culto e versado em todos os assuntos.
Contador de visita

Não é novela mas se quiser seguir fique a vontade