Tudo junto e misturado


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Consumado - Arnaldo Antunes

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Agora os "miseráveis" vão voar, é só o que faltava

Acabo de ver que milhões de brasileiros viajarão de avião nesse fim de ano, causando atrasos e movimento intenso nos aeroportos. Ai ai, como diria Luiz Carlos Prates: culpa desse governo espúreo que permite através do emprego e da distribuição de renda, que "miseráveis" que nunca leram um livro voem de avião, como se já não bastasse entupirem as rodovias. Onde é que vamos parar? Marcelo Madureira, Carlos Vereza e outros mais, devem estar se mordendo de raiva.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Após oito anos de governo Lula, seus irmãos uterinos vivem modestamente.

Do blog Pra discutir o Brasil

O presidente Lula foi o chefe de quadrilha, como quer a imprensa, que não enricou durante o seu governo e sequer utilizou do cargo para ajudar familiares. Diferentemente de milhares de políticos nas administrações municipais e estaduais que loteiam setores do governo que comandam com cargos em comissão, colocando parentes em postos chaves da administração, prática que se repete com demasiada frequência também no legislativo e no judiciário, Lula manteve a postura republicana de não misturar o público com o privado. Basta citar o senado federal, alvo de recente escândalo a envolver o presidente da casa que tinha netos, familiares e até agregados na folha de pagamento daquela vetusta instituição. Nem mesmo burlou a lei do nepotismo que proibe a contratação de parentes, como poderia ter feito, bastando usar de sua influência junto a centenas de aliados que estão à frente de governos de estado e de prefeituras municipais, ou ainda solicitar a empresários que abrissem oportunidades de emprego para seus familiares, muitos dos quais realmente em estado de necessidade. Desafia-se outro presidente que tenha tido a mesma postura do atual mandatário da nação. Se fosse feita uma varredura nas administrações públicas, estaduais e municipais, encontraríamos aos milhares, casos de familiares lotados às expensas do poder público, pagos com dinheiro do contribuinte. Ao nosso presidente este direito não foi dado, nem ele se movimentou em busca de tirar proveito em benefício de familiares. Até recentemente era comum encontrar nos gabinetes de parlamentares, nas Secretarias de Estados e de Municípios, no poder juduciário, campeão da prática de nepotismo, parentes se locupletando de cargos comissionados que lhes eram oferecidos com base apenas no sobrenome, às vezes conseguindo efetivar-se sem antes passar pelo crivo de um concurso público. Hoje a prática persiste dissimuladamente, acobertada pelo pomposo nome de nepotismo cruzado. Como o parente não pode está lotado diretamente no gabinete de um parlamentar, de um juiz, de um tribunal presidido por magistrado que tenha grau de parentesco vetado por lei, encontra-se um modo sutil de burlar a lei, empregando o familiar noutra prefeitura, noutro tribunal, noutro gabinete parlamentar, numa troca de favores que faz da lei apenas vitrine para inglês ver, como se diz costumeiramente. Nada impediria o presidente de pedir a um governador que lotasse um ou vários familiares na máquina pública de qualquer estado ou município da federação. Não tenho dúvidas de que seria prontamente atendido. Não haveria nenhum impedimento legal. Poderia, se quisesse também, fazer valer de sua influência junto ao empresariado para obter favores, no intuito de ajudar familiares com empregos bem remunerados. A "gentileza" de atender a um pedido do presidente, seria concedida sem nenhum obstáculo. A filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, esteve durante anos na folha de pagamento do Senado Federal, lotada no gabinete do senador, em fim de mandato, Heráclito Fortes, sem jamais ali aparecer para bater ponto. Veio a cair em desgraçada, por ocasião do escândalo Agaciel Maia. Não fosse isso, até hoje estaria recebendo da viúva. Qualquer senador do PT ou deputado poderia empregar um irmão do presidente em seu gabinete, pra servir café, se fosse o caso. No entanto, nenhum irmão do presidente obteve do poder público, por meio da influência de Lula ou de terceiros o benefício de fazer parte da folha de pagamento da máquina pública, seja estadual, municipal, da união, do poder legislativo ou do judiciário. Por atitudes assim, pequenas na aparência, grandes no gesto, que faz de Lula um Estadista. O jornal Folha de São Paulo, especialista em buscar pêlo em ovos, foi averiguar a quantas andam a vida dos irmãos do presidente, após oito anos de governo Lula. Nunca foram saber de algo semelhante dos governos tucanos, varão de plutarco, paladinos da moral e dos bons costumes, verdadeiras vestais da administração pública. O repórter escalado para inglória tarefa, surpreendeu-se com os modos espartanos de vida dos irmãos do presidente. Quem se interessar, segue o link, basta colar e copiar. (http://www1.folha.uol.com.br/poder/830582-apos-8-anos-irmaos-de-lula-mantem-vida-modesta.shtml) Aos poucos a verdade aparece. Será plena quando nosso presidente passar o cargo para a sua sucessora. Aí, finalmente, não sobrará nenhuma dúvida de que tinhamos um presidente republicano, conduzindo os destinos da nação. Lula deixará saudades. Não teremos uma liderança de seu porte em décadas no por vir, o vacúo tão cedo não será preenchido, mas ficará como parâmetro para os futuros governos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O método TRI, segundo a ONU

Do blog do Luis Nassif

Da Agência Brasil

ONU: metodologia aplicada no Enem garante isonomia mesmo que prova seja reaplicada

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil informou, por meio de nota, que a metodologia aplicada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – a Teoria de Resposta ao Item (TRI) – garante a isonomia das provas, ainda que elas tenham de ser aplicadas em períodos diferentes.

De acordo com o órgão, a metodologia apresenta amplo respaldo na literatura científica internacional e tem sido utilizada em um conjunto importante de avaliações conduzidas por organismos internacionais.


Uma das vantagens da TRI, segundo a ONU, é a possibilidade de elaboração de provas diferentes para um mesmo exame, que podem ser aplicadas em qualquer período do ano, para grupos distintos, mas com o mesmo grau de dificuldade.

"Vale ressaltar ainda que a metodologia da TRI prioriza o uso de habilidades reflexivas e analíticas em detrimento da memorização de conteúdos, o que representa um avanço importante em relação a outros modelos de avaliação", diz a nota.

Após problemas registrados durante a aplicação do Enem no último fim de semana, a Justiça Federal do Ceará suspendeu o exame e defende que as provas sejam reaplicadas para todos os candidatos. Já o Ministério da Educação quer que apenas os candidatos que foram prejudicados tenham o direito de fazer uma nova avaliação.

Edição: Juliana Andrade

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Black Sabbath Paranoid

Se eu fosse escrever alguma coisa aqui, seria pra xingar os jogadores do meu time que naõ marcaram o Dentinho e depois ficaram fazendo beicinho porque o cara fez uma jogada de efeito, muito bonita por sinal. Mas como eu não quero xingar ninguém, ainda que façam eu passar vergonha à quatro anos, preferi botar um Black Sabbath pra gente curtir. Quanto ao meu time, quem sabe no ano que vem.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MENTIRAS QUE O POVO GOSTA EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO



Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara/BA,
residente em Salvador.

O discurso é sempre igual
Em período de eleição.
O povo segue enganado,
Não esboça reação.
E os políticos brasileiros
Com a mesma falação:

— Se você quiser na Câmara
Um político honrado,
Vote certo para mim:
Estarei sempre ao seu lado.
Provarei ao eleitor
Ser um grande Deputado.


— Representarei você,
Meu querido eleitor.
No Congresso a minha voz
Será de grande valor.
Não esqueça de honrar
Seu voto pra Senador.

— Ninguém melhor do que eu
Para governar o país,
Eu farei do brasileiro
Um povo mais que feliz.
Todos erros do passado
Cortarei pela raiz.

— Eu garanto, meus amigos,
Acabar com a pobreza;
No meu governo as pessoas
Vão ter uma farta mesa,
Transformarei o Brasil
Numa pátria de riqueza.”

— Se você é um cristão,
Sempre fiel a Jesus,
Confie na minha palavra,
Ao seu voto farei jus;
No meu governo eu garanto:
Acabo a fila do SUS.

— Quanto ao Salário Mínimo,
Vocês não vão reclamar,
Brigarei lá no Congresso
Com qualquer parlamentar
Para assegurar a todos
Um aumento exemplar.

—Vou lutar pra conseguir
Igualdade social;
Agora a Reforma Agrária
Será um sonho real:
Darei terras para os pobres
De toda zona rural.

— Caixa Dois, Grampo, Propina,
Panetone, Mensalão,
Nepotismo, intransparência:
Nada de corrupção.
Vou dar fim nessas mazelas
Durante minha gestão.

— No meu governo, eleitor,
Vou construir hospitais;
Doentes terão remédio,
Cirurgia e tudo mais.
Vote certo para mim,
Que não falharei jamais.

— Apoiarei os pedidos
Ligados à cassação
Para punir os corruptos
Desta querida Nação.
Eu farei o impossível
Pra prender qualquer ladrão.

— A minha gestão será
De progresso e melhorias.
Eu vou ajudar os pobres,
Construindo moradias,
Pois meu governo será
Dedicado às minorias.

— Lutarei para cortar
Gastos, gratificações
E os aumentos abusivos
Para os grandes “escalões”.
Quem acreditar em mim
Não terá decepções.

— Meu programa de governo
Define com precisão
De como governarei,
Dando total atenção
À saúde, ao desemprego,
À cultura e à educação.

— Eleitor do meu Brasil,
Este aqui você conhece,
Sou político benfeitor
Que o povo nunca esquece.
Pra toda dificuldade,
Este bravo se oferece.

— Vou apresentar projetos
Úteis aos educadores;
Eu darei prioridade
Aos sofridos professores:
Cumprirei essa promessa
Aos meus fiéis eleitores.

— Durante minha gestão,
Fique despreocupado;
Saiba, meu caro eleitor,
Que sou bem intencionado;
Governarei para o pobre,
Que vive desamparado.

— Eu vou extinguir a fome,
Corrupção, violência;
Mostrarei aos eleitores
Toda a minha competência
Porque tudo que nos falta
É vontade e consciência.

— Vou investir, meus amigos,
Na sofrida Educação,
Abrirei muitas escolas
Na capital, no sertão:
Jamais analfabetismo
Haverá nesta Nação.

— Vou cumprir com altivez
As promessas de campanha;
Fazendo um governo sério
Sem permitir artimanha,
Pois comigo não tem “pizza”
“panetone ou “lazanha”!

— Honrarei o meu mandato
Em prol da democracia;
A imprensa será livre,
Pois ela nos auxilia,
Denunciando as mazelas
Presentes à luz do dia.

— As estradas do Brasil
Serão todas restauradas;
Ferrovias esquecidas:
Logo, logo reativadas;
As ruas cheias de lama
De pronto, serão calçadas.

— Ética, moralidade,
Transparência e justiça
São lemas do meu governo,
Pois odeio gente omissa.
Quem não “comungar” comigo,
Vai “rezar em outra missa”.

— Minha virtude maior
É possuir humildade,
Nunca fui um arrogante,
Nunca fiz perversidade,
Pelos meus cabelos brancos:
Já demonstro honestidade!

— Quando chegar em Brasília,
Não esquecerei vocês;
Voltarei à minha terra
Com alegria e honradez,
Provando a meus eleitores:
Pobre não vira burguês!

Brasileiro, brasileira,
Acorde pra realidade.
Reconheça que o Brasil
Requer mais seriedade.
Escolha bem o seu “gado”
Tendo em vista o seu passado
Ou então: adeus, saudade!!!

FIM

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Yanni - The Storm

Os novos ventos pós campanha

Do blog do Nassif

Coluna Econômica

Nos últimos dias, a futura presidenta Dilma Rousseff concedeu uma conjunto de entrevistas a emissoras de televisão e, ontem, em uma coletiva de imprensa.

Foi curiosa a reação dos comentaristas em geral. Muitos elogios, a constatação de que ela não era bem aquilo que se julgava que fosse, referências à clareza de idéias, a afirmação de que, finalmente, se sabe o que ela pensa.

E o que se viu foi a mesma Dilma Ministra das Minas e Energia, Ministra-Chefe da Casa Civil e candidata a presidente da República, com as mesmas idéias e propostas.

***

Ontem mesmo, no Valor Econômico, o presidente do Bradesco Luiz Carlos Trabucco Capi mostrava o que deverá ser o governo Dilma: investimento social, uso do pré-sal para políticas industriais e sociais, ênfase em programas tipo Minha Casa, Minha Vida. Ou seja, para o presidente do segundo maior banco privado brasileiro, nunca houve dúvidas maiores sobre como seria um governo Dilma.

***

No entanto, durante toda a campanha, Dilma foi apresentada como assassina, terrorista, sapatão, matadora de criancinhas, chefe de quadrilha, anti-religião etc. Qualquer tentativa de mostrar que não era isso resultava em reações agressivas, preconceituosas.

O que teria ocorrido para, apenas dois dias depois, ser saudada como uma presidenta de bom senso, no qual os mesmos jornais depositam esperanças de um bom governo.

Simples: acabaram as eleições.

***

Essa mudança radical de tratamento obriga a uma reflexão sobre os estilos de campanha eleitoral no Brasil.

A oposição enfrentou grandes problemas para definir uma linha programática, dado o grau de aprovação ao governo de Lula. Julgou que o único caminho seria o da desconstrução da imagem de Dilma. Poderia ter feito no campo administrativo, na falta de vivência eleitoral, insistido na tese de que a candidatura foi criada por Lula, que a falta de prática política poderia dificultar o futuro governo.

Resolveu ir além. Indo, rompeu com todos os limites da crítica.

A campanha terrível, nos programas eleitorais, por emails, telemarketing, deve ter permitido uns cinco pontos a mais para José Serra. Mas e o preço?

Eleita presidenta, em pouco tempo Dilma desmanchará essa imagem criada no ardor da campanha. Ontem mesmo, sem o peso da campanha, sem os ataques terríveis contra sua honra, viu-se uma mulher normal, simpática, à vontade, ganhando elogios dos antigos críticos.

***

À medida que seu governo caminhe, será alvo de críticas e elogios normais, não de apologias ou infâmias. E, como 80% da população aprova a política de governo.

Já o preço pago pela oposição será pesado. Agora mesmo, os mesmos eleitores que acreditaram na campanha negativa abrem os jornais, revistas, assistem pela TV entrevistas ou comentários sobre a presidenta eleita e percebem que foram ludibriados.

Levará algum tempo para se desfazer a pesada cortina de preconceitos criadas pela campanha, o componente religioso, o tratamento oportunista dado à questão do aborto. Mas, principalmente, dificultará a reconstrução da oposição.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Iron Maiden confirma seis shows no Brasil em 2011


Mais dos que acostumados com os palcos brasileiros, o Iron Maiden divulgou em seu site oficial, nesta terça-feira, que fará mais uma turnê ao redor do globo. A excursão, que começa no dia 11 de fevereiro na Rússia, passa por Cingapura, Indonésia, Austrália, Coreia, Japão, México, Colômbia e Peru antes de finalmente desembarcar no Brasil.

O primeiro show da nova passagem do grupo de Bruce Dickinson acontece no dia 26/3 no Estádio do Morumbi, em São Paulo. De lá, a banda segue para Rio de Janeiro (HSBC Arena - 27/3), Brasília (Nilson Nelson - 30/3), Belém (Parque de Exposições - 1/4), Recife (Parque de Exposições - 3/4) e Curitiba (Expotrade - 5/4).

As datas anunciadas ainda contam com shows no Chile, Porto Rico, Estados Unidos, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e uma nova passagem pela Rússia, no dia 10 de julho.

"Será um setlist diferente nesta turnê. Claro que vamos tocar mais músicas do novo álbum e outro material recente. Teremos uma dose saudável das antigas favoritas", disse Bruce Dickinson em texto publicado no site oficial.


Redação Terra

Xenofobia



Esse video é composto por mensagens enviadas via twitter por pessoas preconceituosas que envergonham nosso país.
Em uma das mensagens a pessoa classifica o nordestino como despolitizado por não ler jornais. Eu diria aos ditos "politizados" de São Paulo, que além dos jornais leiam também os diários oficiais, e assim saberão quanto o governo paulista paga para os jornalões ajudarem a formar a opinião de imbecis como estes seres desprezíveis mostrados no vídeo acima.

domingo, 31 de outubro de 2010

Peter Frampton - Breaking All The Rules

Já há quase um ano venho dedicando esse blog, quase que exclusivamente a disputa eleitoral que se encerra hoje, espero que com a vitória da Dilma e do povo brasileiro. Agora o blog volta a ser o que diz o título, que aliás, foi plagiado pelo humorístico da Globo, sem deixar de falar de política, tudo junto e misturado.
Então vai aí um video (se você é do tempo das memoráveis propagandas de hollywood, vai se lembrar) com a excelente música de Peter Frampton, até pra dar uma relaxada. Então, até a vitória de Dilma.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Serra não mamãe

SERRA NÃO MAMÃE by serranaomame

Para destroçar o país

Se você quer ver seu país em ruína, vote nele

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Porque votar Serra



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel

Do blog O escrevinhador

Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.

A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.

Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).

Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a sequência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.

Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o peritoRicardo Molina.

Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.

Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.

A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.

Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.

Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.

Serra e Kamel não sentiram vergonha.

A mentira tem pernas curtas mesmo

Só rindo um pouco

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Como um meteorito

Pingos nos "is"

Do Brasil Econômico - Por José Dirceu


O governo aumentou o IOF de aplicações estrangeiras para conter a "guerra cambial" que tem sido alimentada. O ponto nevrálgico desse embate se dá entre EUA e China, com o primeiro rodando dólares para ampliar a liquidez da moeda e tentar resolver seus problemas econômicos e o segundo atrelando sua moeda (iuane) ao dólar para se defender da tática americana.

No Brasil, há um tipo de análise que defende a desvalorização do dólar e nosso alinhamento aos EUA na pressão pela valorização do yuan. O argumento é que perdemos na relação comercial com os chineses toda vez que o yuan acompanha o dólar.

Esconde-se, contudo, que são os EUA que querem impor ao mundo o custo do reajuste de sua economia. Esconde-se também que o câmbio valorizado no Brasil é herança dos anos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que dobrou a dívida interna e operou com juros elevados para manter um câmbio fixo que já se sabia, há muito, insustentável.

Essa "queda de braço cambial" tende a prevalecer até a reunião do G20, em novembro. Nesse encontro, todos os países devem chegar a uma proposta de consenso que possibilite a retomada do crescimento em âmbito mundial, não apenas para a Europa e os EUA. Até lá, cabe ao Brasil defender sua economia e moeda, o que já deveria ter sido feito há algum tempo.

Mas é preciso também pôr os "pingos nos is" em relação a outro problema que tem se agravado com a questão cambial: uma nova guerra fiscal, envolvendo produtos importados. Trata-se de engenharia tributária para tornar atraente a circulação de mercadorias em seus territórios.

O recurso é sempre redução do ICMS pelos estados, prática que também ganhou força sob FHC. Os resultados são nocivos à produção.

O governo Lula encaminhou ao Congresso uma proposta para mexer no cerne dos desequilíbrios fiscais entre os estados, que alimentam essas guerras fiscais: o modo de se cobrar o ICMS. Mas os tucanos impediram a aprovação da reforma tributária, criando obstáculos em movimento capitaneado pela bancada paulista do PSDB, sob orientação do então governador José Serra.

Se aprovada, a nova legislação acabaria com a guerra fiscal que permite a abertura às importações. E baixaria a carga de impostos no país, acabando com a tributação em cascata e transformando o ICMS em IVA (Imposto sobre Valor Agregado), a ser cobrado apenas no Estado de consumo do produto, hoje, há uma lei de ICMS para cada Estado.

O IVA agregaria o PIS e a Cofins, além da necessidade de criação de um fundo de compensação aos Estados e municípios que venham a sofrer perdas excessivas com o advento do IVA.

A reforma tributária é imprescindível, mas Serra já declarou que não vê necessidade de fazê-la. Dilma Rousseff, em contrapartida, defende a reforma e também desonerações planejadas e direcionadas a setores importantes para a economia e a população - como o de medicamentos, por exemplo.

Da mesma maneira, será preciso equacionar os problemas cambiais. Esses dois graves entraves têm origem nos oito anos de tucanato e começaram a ser desmontados sob o governo Lula. Não podemos retroceder.

As mulheres são as maiores inimigas de Dilma

Por Fernanda Dannemann


Fui ao salão fazer as unhas e encontrei minha manicure, que é evangélica fervorosa, uma fera com a Dilma Rousseff por conta da tal história de que a candidata teria dito, em meados de setembro, que “nem Jesus Cristo lhe tira esta vitória”.

-- Só por causa disso vou votar no Serra!

E que dizer a Juliene, minha assessora nos assuntos domésticos, quando ela me sai com esta:

-- Não votei na Dilma porque me disseram que ela é terrorista.

Os ataques pessoais e as calúnias, em tempos de eleição presidencial, não são novidade para o povo brasileiro, mas como desta vez há uma mulher no segundo turno, a coisa está me parecendo mais feia do que no passado. Ou talvez mais violenta, porque ferir a dignidade de uma mulher é sempre mais violento.

No caso específico de Dilma, valente só por comprar a briga de uma candidatura à presidência de um país machista como o Brasil, e acabar sendo taxada de “reflexo” do Lula até pelo intelectual Fernando Henrique Cardoso, os ataques bateram recorde de criatividade: chegaram a dizer até que ela tinha uma amante disposta a pedir pensão na justiça...

E se ela tivesse uma amante? Isso a tornaria inapta para a função de presidente da república?

Depois saíram com a pérola de que ela não podia entrar nos Estados Unidos, por causa do seu passado “terrorista”... não duvido que tenha perdido votos por causa disso. Mais uma vez, minha manicure, que ouve o galo cantar, mas não sabe onde, me perguntou:

-- Afinal de contas como é que uma pessoa pode ser presidente do Brasil se não entra nos Estados Unidos?!

Mas o mais triste de tudo foi saber que Monica Serra, mulher do candidato do PSDB, entrou na dança para contribuir com a desvalorização da imagem feminina nesta campanha, ao dizer que Dilma come criancinhas. Me fez lembrar uma cena que vi, certa vez, lamentável: duas mulheres se digladiando na rua, briga de tapa e palavrão.

Então outra mulher entra em cena, desta vez uma eleitora e ex-aluna de Monica, para contar ao mundo, via Facebook, a respeito de um aborto que a ex-primeira dama de SP teria feito, vinte anos atrás, quando, no Chile, fugia da ditadura no Brasil. E agora Monica passa pela humilhação de ter que engolir suas palavras diante da opinião pública, que por sua vez enxerga o aborto como coisa de gente que devora criancinhas...

Sheila Ribeiro, a eleitora, veio lembrar a Monica que hipocrisia e falso-moralismo também deveriam ser vistos como crime, já que podem gerar tanta desgraça. Se Monica fez aborto, isso é o que menos importa. Mas se teve a sorte de fazê-lo com segurança, melhor seria se tivesse consciência de que outras mulheres também deveriam ter este direito, em vez de terem que recorrer a açougueiros e serem consideradas criminosas.

O que fica de tudo isso é a comprovação de que, para a mulher, todos os caminhos são mais árduos, sobretudo porque ela própria lança as pedras por onde terá que passar. Como diz minha manicure, Dilma não vai longe porque ela não é de Deus:

-- Vai até legalizar o aborto!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O caso do dossiê Amaury

Do blog do Nassif

Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.

As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.

A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves - como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.

Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polícia Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.

No entanto, a advogada de Eduardo Jorge - que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça - conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório - a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma - para diluir o essencial - o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.

Neste momento - segundo informações de repórteres de Brasília com acesso a investigadores - discute-se na PF a oportunidade ou não de uma coletiva para colocar as peças no devido lugar.

Aparentemente, a operação de Eduardo Jorge acabou sendo um tiro no pé. A partir de agora, não haverá como a velha mídia ignorar o inquérito e suas conclusões.

José Serra, os porquinhos e a matemática.

Esses videos mostram como se faz necessário a saída do sapo barbudo analfabeto e ignorante, para a entrada de alguém culto e versado em todos os assuntos.
Contador de visita

Não é novela mas se quiser seguir fique a vontade