Tudo junto e misturado


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Arnaldo Antunes - A casa é sua

Esse cara é fantástico.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ninguém se entende

Tenho andado tão cansado, trabalhado tanto para ganhar o dinheiro que preciso para me manter que pra dizer a verdade sequer tenho conseguido acompanhar o que tem sido pauta na blogosfera. Pra dizer a verdade, o pouco tempo que me sobra tenho ocupado namorando e devo admitir que é muito bom.
Mas não é de minha vida que queria falar, queria falar sobre a discussão que a participação de Dilma no aniversário de 90 anos da folha tem causado. Não li muito a respeito, mas o pouco que pude ver vi pessoas brigando por suas opiniões e entrando em rota de colisão com pessoas que até outro dia dividia a mesma trincheira, é a velha dificuldade humana de lidar com o contraditório. Mas também não quero aqui questionar quem tem opinião assim ou assada, o que eu quero mesmo é dizer o que penso sobre o assunto e pra confessar é tão sucinto e tão pequeno o raciocínio que fiz um pouco de rodeio para que o post não ficasse com menos caracteres que uma “twitada”. Então vamos lá.
Há pessoas que entendem que foi um erro Dilma participar da solenidade de aniversário da Folha, pois eu confesso que gostei, achei magnânimo da parte dela ir até lá prestar homenagem a quem defendeu e apoiou seu algoz, seria muito ruim ela como presidente fazer picuinha e ausentar-se, afinal, queira ou não, a folha é um importante jornal no Brasil e não ficaria bem ela colocar o pessoal acima dos interesses institucionais que representa.
Mas o que mais gostei do episódio, foi ver ela dando um tapa com luvas de pelica quando disse que prefere o barulho da imprensa livre, ao silêncio das ditaduras. O resto é perfumaria.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

E por falar em Líbia...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Diamonds and Rust







sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Liberdade de imprensa 2

Do Brasil econômico - Por Ricardo Galuppo

Mais uma vez, a voz da concorrência se ergue contra a Ejesa, empresa jornalística que edita o Brasil Econômico e é proprietária de O Dia, no Rio de Janeiro. Desta vez, o ataque partiu da Folha de S. Paulo — que paga o salário da presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito.




Talvez para não deixar nas mãos das Organizações Globo (empresa a cujos interesses a ANJ está subordinada) o papel exclusivo de tentar impedir que um novo concorrente se consolide no mercado, a Folha de S. Paulo publicou ontem uma extensa reportagem sobre o grupo português Ongoing (dono de 30% da Ejesa) e seus negócios no Brasil.

Em tempo: Globo e Folha dividem o controle do principal concorrente do Brasil Econômico, o Valor Econômico. A reportagem, mais uma vez, toma a parte pelo todo e confunde a Ejesa com um de seus acionistas.

Citando uma auditoria aberta pelo Ministério Público Federal a pedido da entidade presidida por sua funcionária Judith Brito, a Folha de S. Paulo partiu para o ataque.

São tantas mentiras, tantas tolices e tantas baboseiras distribuídas por uma página e meia do jornal que seria enfadonho responder a cada uma delas. A mais gritante diz respeito à suposta compra, no Distrito Federal, de um jornal chamado Alô Brasília.

A Folha de S. Paulo garante que 49% do jornal já pertencem à Ejesa. Não existe, no entanto, qualquer acordo, acerto, ensaio ou negociação nesse sentido. Mas, para a Folha de S. Paulo, a verdade é o que menos interessa.

O ataque da Folha de S. Paulo não causa espanto. Esperar que aquele diário pratique jornalismo sério é o mesmo que imaginar a hipótese de a torcida do Palmeiras vibrar com uma eventual conquista do título brasileiro pelo Corinthians. Não há possibilidade de isso acontecer.

A história da Folha de S. Paulo e da empresa que a edita fala por si mesma. O chamado Grupo Folha era, no passado, conhecido pelas ligações estreitas de seu proprietário, Octavio Frias de Oliveira, com os órgãos de repressão da ditadura.

Tanto isso é verdade que circula entre os jornalistas a história de que um dos títulos da casa, a Folha da Tarde, era, na época da ditadura militar, o jornal de maior "tiragem" do Brasil. Não porque imprimisse mais exemplares do que os concorrentes, mas porque empregava em sua redação uma grande quantidade de "tiras".

Depois dos expedientes nos porões da repressão, e alguns talvez até trazendo ainda as mãos sujas com o sangue dos prisioneiros que torturavam, os policiais/jornalistas iam para a redação do jornal e deixavam suas armas sobre a mesa enquanto datilografavam seus textos.

Um desses textos foi publicado no dia 20 de dezembro de 1975. Sob a manchete "Desbaratada a gangue do nazismo vermelho", o jornal trazia, em oito páginas, a reprodução do Inquérito Policial Militar (IPM) com a versão da ditadura para a morte do jornalista Vladimir Herzog.

O texto acusava companheiros de Vlado, presos na mesma época, de responsáveis por sua morte.

Por volta de 1978, a Folha de S. Paulo, certamente por perceber que o país evoluiria para a democracia, deu uma guinada radical. E, como sempre acontece com os vira-casacas, passou a defender as novas convicções com tanto ímpeto que deu a impressão de que sempre esteve ao lado da democracia.

Mas, no fundo, nunca mudou de lado. Tanto que, em fevereiro de 2009, o jornal expôs o ponto de vista que ainda está incrustado na cabeça de sua direção ao chamar de "ditabranda" os anos sofridos da ditadura.

E mais: ao longo da campanha presidencial deste ano, mais uma vez deu crédito aos IPM da repressão ao tentar colar na figura da então candidata Dilma Rousseff a pecha de "terrorista".

Era assim que os porões se referiam aos adversários do regime. Tristes e vergonhosos, esses episódios expõem a verdadeira face da Folha de S. Paulo, um jornal que ilude seus leitores tentando se fazer passar pelo que não é.

A defesa que faz da democracia, da ética e da honestidade é de viés udenista: cobra dos outros uma postura que o próprio jornal não adota.

Todo o verniz democrático não passa de uma cortina de fumaça para que — exatamente como fez na reportagem que visa atingir a Ejesa — o jornal defenda posições ditatoriais, oportunistas e chauvinistas, sempre de olho em seus próprios interesses comerciais e concorrenciais.

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Ricardo Galuppo é diretor de redação do Brasil Econômico

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Consumado - Arnaldo Antunes

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Agora os "miseráveis" vão voar, é só o que faltava

Acabo de ver que milhões de brasileiros viajarão de avião nesse fim de ano, causando atrasos e movimento intenso nos aeroportos. Ai ai, como diria Luiz Carlos Prates: culpa desse governo espúreo que permite através do emprego e da distribuição de renda, que "miseráveis" que nunca leram um livro voem de avião, como se já não bastasse entupirem as rodovias. Onde é que vamos parar? Marcelo Madureira, Carlos Vereza e outros mais, devem estar se mordendo de raiva.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Após oito anos de governo Lula, seus irmãos uterinos vivem modestamente.

Do blog Pra discutir o Brasil

O presidente Lula foi o chefe de quadrilha, como quer a imprensa, que não enricou durante o seu governo e sequer utilizou do cargo para ajudar familiares. Diferentemente de milhares de políticos nas administrações municipais e estaduais que loteiam setores do governo que comandam com cargos em comissão, colocando parentes em postos chaves da administração, prática que se repete com demasiada frequência também no legislativo e no judiciário, Lula manteve a postura republicana de não misturar o público com o privado. Basta citar o senado federal, alvo de recente escândalo a envolver o presidente da casa que tinha netos, familiares e até agregados na folha de pagamento daquela vetusta instituição. Nem mesmo burlou a lei do nepotismo que proibe a contratação de parentes, como poderia ter feito, bastando usar de sua influência junto a centenas de aliados que estão à frente de governos de estado e de prefeituras municipais, ou ainda solicitar a empresários que abrissem oportunidades de emprego para seus familiares, muitos dos quais realmente em estado de necessidade. Desafia-se outro presidente que tenha tido a mesma postura do atual mandatário da nação. Se fosse feita uma varredura nas administrações públicas, estaduais e municipais, encontraríamos aos milhares, casos de familiares lotados às expensas do poder público, pagos com dinheiro do contribuinte. Ao nosso presidente este direito não foi dado, nem ele se movimentou em busca de tirar proveito em benefício de familiares. Até recentemente era comum encontrar nos gabinetes de parlamentares, nas Secretarias de Estados e de Municípios, no poder juduciário, campeão da prática de nepotismo, parentes se locupletando de cargos comissionados que lhes eram oferecidos com base apenas no sobrenome, às vezes conseguindo efetivar-se sem antes passar pelo crivo de um concurso público. Hoje a prática persiste dissimuladamente, acobertada pelo pomposo nome de nepotismo cruzado. Como o parente não pode está lotado diretamente no gabinete de um parlamentar, de um juiz, de um tribunal presidido por magistrado que tenha grau de parentesco vetado por lei, encontra-se um modo sutil de burlar a lei, empregando o familiar noutra prefeitura, noutro tribunal, noutro gabinete parlamentar, numa troca de favores que faz da lei apenas vitrine para inglês ver, como se diz costumeiramente. Nada impediria o presidente de pedir a um governador que lotasse um ou vários familiares na máquina pública de qualquer estado ou município da federação. Não tenho dúvidas de que seria prontamente atendido. Não haveria nenhum impedimento legal. Poderia, se quisesse também, fazer valer de sua influência junto ao empresariado para obter favores, no intuito de ajudar familiares com empregos bem remunerados. A "gentileza" de atender a um pedido do presidente, seria concedida sem nenhum obstáculo. A filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, esteve durante anos na folha de pagamento do Senado Federal, lotada no gabinete do senador, em fim de mandato, Heráclito Fortes, sem jamais ali aparecer para bater ponto. Veio a cair em desgraçada, por ocasião do escândalo Agaciel Maia. Não fosse isso, até hoje estaria recebendo da viúva. Qualquer senador do PT ou deputado poderia empregar um irmão do presidente em seu gabinete, pra servir café, se fosse o caso. No entanto, nenhum irmão do presidente obteve do poder público, por meio da influência de Lula ou de terceiros o benefício de fazer parte da folha de pagamento da máquina pública, seja estadual, municipal, da união, do poder legislativo ou do judiciário. Por atitudes assim, pequenas na aparência, grandes no gesto, que faz de Lula um Estadista. O jornal Folha de São Paulo, especialista em buscar pêlo em ovos, foi averiguar a quantas andam a vida dos irmãos do presidente, após oito anos de governo Lula. Nunca foram saber de algo semelhante dos governos tucanos, varão de plutarco, paladinos da moral e dos bons costumes, verdadeiras vestais da administração pública. O repórter escalado para inglória tarefa, surpreendeu-se com os modos espartanos de vida dos irmãos do presidente. Quem se interessar, segue o link, basta colar e copiar. (http://www1.folha.uol.com.br/poder/830582-apos-8-anos-irmaos-de-lula-mantem-vida-modesta.shtml) Aos poucos a verdade aparece. Será plena quando nosso presidente passar o cargo para a sua sucessora. Aí, finalmente, não sobrará nenhuma dúvida de que tinhamos um presidente republicano, conduzindo os destinos da nação. Lula deixará saudades. Não teremos uma liderança de seu porte em décadas no por vir, o vacúo tão cedo não será preenchido, mas ficará como parâmetro para os futuros governos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O método TRI, segundo a ONU

Do blog do Luis Nassif

Da Agência Brasil

ONU: metodologia aplicada no Enem garante isonomia mesmo que prova seja reaplicada

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil informou, por meio de nota, que a metodologia aplicada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – a Teoria de Resposta ao Item (TRI) – garante a isonomia das provas, ainda que elas tenham de ser aplicadas em períodos diferentes.

De acordo com o órgão, a metodologia apresenta amplo respaldo na literatura científica internacional e tem sido utilizada em um conjunto importante de avaliações conduzidas por organismos internacionais.


Uma das vantagens da TRI, segundo a ONU, é a possibilidade de elaboração de provas diferentes para um mesmo exame, que podem ser aplicadas em qualquer período do ano, para grupos distintos, mas com o mesmo grau de dificuldade.

"Vale ressaltar ainda que a metodologia da TRI prioriza o uso de habilidades reflexivas e analíticas em detrimento da memorização de conteúdos, o que representa um avanço importante em relação a outros modelos de avaliação", diz a nota.

Após problemas registrados durante a aplicação do Enem no último fim de semana, a Justiça Federal do Ceará suspendeu o exame e defende que as provas sejam reaplicadas para todos os candidatos. Já o Ministério da Educação quer que apenas os candidatos que foram prejudicados tenham o direito de fazer uma nova avaliação.

Edição: Juliana Andrade

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Black Sabbath Paranoid

Se eu fosse escrever alguma coisa aqui, seria pra xingar os jogadores do meu time que naõ marcaram o Dentinho e depois ficaram fazendo beicinho porque o cara fez uma jogada de efeito, muito bonita por sinal. Mas como eu não quero xingar ninguém, ainda que façam eu passar vergonha à quatro anos, preferi botar um Black Sabbath pra gente curtir. Quanto ao meu time, quem sabe no ano que vem.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MENTIRAS QUE O POVO GOSTA EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO



Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara/BA,
residente em Salvador.

O discurso é sempre igual
Em período de eleição.
O povo segue enganado,
Não esboça reação.
E os políticos brasileiros
Com a mesma falação:

— Se você quiser na Câmara
Um político honrado,
Vote certo para mim:
Estarei sempre ao seu lado.
Provarei ao eleitor
Ser um grande Deputado.


— Representarei você,
Meu querido eleitor.
No Congresso a minha voz
Será de grande valor.
Não esqueça de honrar
Seu voto pra Senador.

— Ninguém melhor do que eu
Para governar o país,
Eu farei do brasileiro
Um povo mais que feliz.
Todos erros do passado
Cortarei pela raiz.

— Eu garanto, meus amigos,
Acabar com a pobreza;
No meu governo as pessoas
Vão ter uma farta mesa,
Transformarei o Brasil
Numa pátria de riqueza.”

— Se você é um cristão,
Sempre fiel a Jesus,
Confie na minha palavra,
Ao seu voto farei jus;
No meu governo eu garanto:
Acabo a fila do SUS.

— Quanto ao Salário Mínimo,
Vocês não vão reclamar,
Brigarei lá no Congresso
Com qualquer parlamentar
Para assegurar a todos
Um aumento exemplar.

—Vou lutar pra conseguir
Igualdade social;
Agora a Reforma Agrária
Será um sonho real:
Darei terras para os pobres
De toda zona rural.

— Caixa Dois, Grampo, Propina,
Panetone, Mensalão,
Nepotismo, intransparência:
Nada de corrupção.
Vou dar fim nessas mazelas
Durante minha gestão.

— No meu governo, eleitor,
Vou construir hospitais;
Doentes terão remédio,
Cirurgia e tudo mais.
Vote certo para mim,
Que não falharei jamais.

— Apoiarei os pedidos
Ligados à cassação
Para punir os corruptos
Desta querida Nação.
Eu farei o impossível
Pra prender qualquer ladrão.

— A minha gestão será
De progresso e melhorias.
Eu vou ajudar os pobres,
Construindo moradias,
Pois meu governo será
Dedicado às minorias.

— Lutarei para cortar
Gastos, gratificações
E os aumentos abusivos
Para os grandes “escalões”.
Quem acreditar em mim
Não terá decepções.

— Meu programa de governo
Define com precisão
De como governarei,
Dando total atenção
À saúde, ao desemprego,
À cultura e à educação.

— Eleitor do meu Brasil,
Este aqui você conhece,
Sou político benfeitor
Que o povo nunca esquece.
Pra toda dificuldade,
Este bravo se oferece.

— Vou apresentar projetos
Úteis aos educadores;
Eu darei prioridade
Aos sofridos professores:
Cumprirei essa promessa
Aos meus fiéis eleitores.

— Durante minha gestão,
Fique despreocupado;
Saiba, meu caro eleitor,
Que sou bem intencionado;
Governarei para o pobre,
Que vive desamparado.

— Eu vou extinguir a fome,
Corrupção, violência;
Mostrarei aos eleitores
Toda a minha competência
Porque tudo que nos falta
É vontade e consciência.

— Vou investir, meus amigos,
Na sofrida Educação,
Abrirei muitas escolas
Na capital, no sertão:
Jamais analfabetismo
Haverá nesta Nação.

— Vou cumprir com altivez
As promessas de campanha;
Fazendo um governo sério
Sem permitir artimanha,
Pois comigo não tem “pizza”
“panetone ou “lazanha”!

— Honrarei o meu mandato
Em prol da democracia;
A imprensa será livre,
Pois ela nos auxilia,
Denunciando as mazelas
Presentes à luz do dia.

— As estradas do Brasil
Serão todas restauradas;
Ferrovias esquecidas:
Logo, logo reativadas;
As ruas cheias de lama
De pronto, serão calçadas.

— Ética, moralidade,
Transparência e justiça
São lemas do meu governo,
Pois odeio gente omissa.
Quem não “comungar” comigo,
Vai “rezar em outra missa”.

— Minha virtude maior
É possuir humildade,
Nunca fui um arrogante,
Nunca fiz perversidade,
Pelos meus cabelos brancos:
Já demonstro honestidade!

— Quando chegar em Brasília,
Não esquecerei vocês;
Voltarei à minha terra
Com alegria e honradez,
Provando a meus eleitores:
Pobre não vira burguês!

Brasileiro, brasileira,
Acorde pra realidade.
Reconheça que o Brasil
Requer mais seriedade.
Escolha bem o seu “gado”
Tendo em vista o seu passado
Ou então: adeus, saudade!!!

FIM

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Yanni - The Storm

Os novos ventos pós campanha

Do blog do Nassif

Coluna Econômica

Nos últimos dias, a futura presidenta Dilma Rousseff concedeu uma conjunto de entrevistas a emissoras de televisão e, ontem, em uma coletiva de imprensa.

Foi curiosa a reação dos comentaristas em geral. Muitos elogios, a constatação de que ela não era bem aquilo que se julgava que fosse, referências à clareza de idéias, a afirmação de que, finalmente, se sabe o que ela pensa.

E o que se viu foi a mesma Dilma Ministra das Minas e Energia, Ministra-Chefe da Casa Civil e candidata a presidente da República, com as mesmas idéias e propostas.

***

Ontem mesmo, no Valor Econômico, o presidente do Bradesco Luiz Carlos Trabucco Capi mostrava o que deverá ser o governo Dilma: investimento social, uso do pré-sal para políticas industriais e sociais, ênfase em programas tipo Minha Casa, Minha Vida. Ou seja, para o presidente do segundo maior banco privado brasileiro, nunca houve dúvidas maiores sobre como seria um governo Dilma.

***

No entanto, durante toda a campanha, Dilma foi apresentada como assassina, terrorista, sapatão, matadora de criancinhas, chefe de quadrilha, anti-religião etc. Qualquer tentativa de mostrar que não era isso resultava em reações agressivas, preconceituosas.

O que teria ocorrido para, apenas dois dias depois, ser saudada como uma presidenta de bom senso, no qual os mesmos jornais depositam esperanças de um bom governo.

Simples: acabaram as eleições.

***

Essa mudança radical de tratamento obriga a uma reflexão sobre os estilos de campanha eleitoral no Brasil.

A oposição enfrentou grandes problemas para definir uma linha programática, dado o grau de aprovação ao governo de Lula. Julgou que o único caminho seria o da desconstrução da imagem de Dilma. Poderia ter feito no campo administrativo, na falta de vivência eleitoral, insistido na tese de que a candidatura foi criada por Lula, que a falta de prática política poderia dificultar o futuro governo.

Resolveu ir além. Indo, rompeu com todos os limites da crítica.

A campanha terrível, nos programas eleitorais, por emails, telemarketing, deve ter permitido uns cinco pontos a mais para José Serra. Mas e o preço?

Eleita presidenta, em pouco tempo Dilma desmanchará essa imagem criada no ardor da campanha. Ontem mesmo, sem o peso da campanha, sem os ataques terríveis contra sua honra, viu-se uma mulher normal, simpática, à vontade, ganhando elogios dos antigos críticos.

***

À medida que seu governo caminhe, será alvo de críticas e elogios normais, não de apologias ou infâmias. E, como 80% da população aprova a política de governo.

Já o preço pago pela oposição será pesado. Agora mesmo, os mesmos eleitores que acreditaram na campanha negativa abrem os jornais, revistas, assistem pela TV entrevistas ou comentários sobre a presidenta eleita e percebem que foram ludibriados.

Levará algum tempo para se desfazer a pesada cortina de preconceitos criadas pela campanha, o componente religioso, o tratamento oportunista dado à questão do aborto. Mas, principalmente, dificultará a reconstrução da oposição.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Iron Maiden confirma seis shows no Brasil em 2011


Mais dos que acostumados com os palcos brasileiros, o Iron Maiden divulgou em seu site oficial, nesta terça-feira, que fará mais uma turnê ao redor do globo. A excursão, que começa no dia 11 de fevereiro na Rússia, passa por Cingapura, Indonésia, Austrália, Coreia, Japão, México, Colômbia e Peru antes de finalmente desembarcar no Brasil.

O primeiro show da nova passagem do grupo de Bruce Dickinson acontece no dia 26/3 no Estádio do Morumbi, em São Paulo. De lá, a banda segue para Rio de Janeiro (HSBC Arena - 27/3), Brasília (Nilson Nelson - 30/3), Belém (Parque de Exposições - 1/4), Recife (Parque de Exposições - 3/4) e Curitiba (Expotrade - 5/4).

As datas anunciadas ainda contam com shows no Chile, Porto Rico, Estados Unidos, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e uma nova passagem pela Rússia, no dia 10 de julho.

"Será um setlist diferente nesta turnê. Claro que vamos tocar mais músicas do novo álbum e outro material recente. Teremos uma dose saudável das antigas favoritas", disse Bruce Dickinson em texto publicado no site oficial.


Redação Terra

Xenofobia



Esse video é composto por mensagens enviadas via twitter por pessoas preconceituosas que envergonham nosso país.
Em uma das mensagens a pessoa classifica o nordestino como despolitizado por não ler jornais. Eu diria aos ditos "politizados" de São Paulo, que além dos jornais leiam também os diários oficiais, e assim saberão quanto o governo paulista paga para os jornalões ajudarem a formar a opinião de imbecis como estes seres desprezíveis mostrados no vídeo acima.

domingo, 31 de outubro de 2010

Peter Frampton - Breaking All The Rules

Já há quase um ano venho dedicando esse blog, quase que exclusivamente a disputa eleitoral que se encerra hoje, espero que com a vitória da Dilma e do povo brasileiro. Agora o blog volta a ser o que diz o título, que aliás, foi plagiado pelo humorístico da Globo, sem deixar de falar de política, tudo junto e misturado.
Então vai aí um video (se você é do tempo das memoráveis propagandas de hollywood, vai se lembrar) com a excelente música de Peter Frampton, até pra dar uma relaxada. Então, até a vitória de Dilma.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Serra não mamãe

SERRA NÃO MAMÃE by serranaomame

Para destroçar o país

Se você quer ver seu país em ruína, vote nele

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Porque votar Serra



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel

Do blog O escrevinhador

Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.

A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.

Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).

Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a sequência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.

Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o peritoRicardo Molina.

Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.

Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.

A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.

Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.

Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.

Serra e Kamel não sentiram vergonha.

José Serra, os porquinhos e a matemática.

Esses videos mostram como se faz necessário a saída do sapo barbudo analfabeto e ignorante, para a entrada de alguém culto e versado em todos os assuntos.
Contador de visita

Não é novela mas se quiser seguir fique a vontade