Tudo junto e misturado

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Após oito anos de governo Lula, seus irmãos uterinos vivem modestamente.

Do blog Pra discutir o Brasil

O presidente Lula foi o chefe de quadrilha, como quer a imprensa, que não enricou durante o seu governo e sequer utilizou do cargo para ajudar familiares. Diferentemente de milhares de políticos nas administrações municipais e estaduais que loteiam setores do governo que comandam com cargos em comissão, colocando parentes em postos chaves da administração, prática que se repete com demasiada frequência também no legislativo e no judiciário, Lula manteve a postura republicana de não misturar o público com o privado. Basta citar o senado federal, alvo de recente escândalo a envolver o presidente da casa que tinha netos, familiares e até agregados na folha de pagamento daquela vetusta instituição. Nem mesmo burlou a lei do nepotismo que proibe a contratação de parentes, como poderia ter feito, bastando usar de sua influência junto a centenas de aliados que estão à frente de governos de estado e de prefeituras municipais, ou ainda solicitar a empresários que abrissem oportunidades de emprego para seus familiares, muitos dos quais realmente em estado de necessidade. Desafia-se outro presidente que tenha tido a mesma postura do atual mandatário da nação. Se fosse feita uma varredura nas administrações públicas, estaduais e municipais, encontraríamos aos milhares, casos de familiares lotados às expensas do poder público, pagos com dinheiro do contribuinte. Ao nosso presidente este direito não foi dado, nem ele se movimentou em busca de tirar proveito em benefício de familiares. Até recentemente era comum encontrar nos gabinetes de parlamentares, nas Secretarias de Estados e de Municípios, no poder juduciário, campeão da prática de nepotismo, parentes se locupletando de cargos comissionados que lhes eram oferecidos com base apenas no sobrenome, às vezes conseguindo efetivar-se sem antes passar pelo crivo de um concurso público. Hoje a prática persiste dissimuladamente, acobertada pelo pomposo nome de nepotismo cruzado. Como o parente não pode está lotado diretamente no gabinete de um parlamentar, de um juiz, de um tribunal presidido por magistrado que tenha grau de parentesco vetado por lei, encontra-se um modo sutil de burlar a lei, empregando o familiar noutra prefeitura, noutro tribunal, noutro gabinete parlamentar, numa troca de favores que faz da lei apenas vitrine para inglês ver, como se diz costumeiramente. Nada impediria o presidente de pedir a um governador que lotasse um ou vários familiares na máquina pública de qualquer estado ou município da federação. Não tenho dúvidas de que seria prontamente atendido. Não haveria nenhum impedimento legal. Poderia, se quisesse também, fazer valer de sua influência junto ao empresariado para obter favores, no intuito de ajudar familiares com empregos bem remunerados. A "gentileza" de atender a um pedido do presidente, seria concedida sem nenhum obstáculo. A filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, esteve durante anos na folha de pagamento do Senado Federal, lotada no gabinete do senador, em fim de mandato, Heráclito Fortes, sem jamais ali aparecer para bater ponto. Veio a cair em desgraçada, por ocasião do escândalo Agaciel Maia. Não fosse isso, até hoje estaria recebendo da viúva. Qualquer senador do PT ou deputado poderia empregar um irmão do presidente em seu gabinete, pra servir café, se fosse o caso. No entanto, nenhum irmão do presidente obteve do poder público, por meio da influência de Lula ou de terceiros o benefício de fazer parte da folha de pagamento da máquina pública, seja estadual, municipal, da união, do poder legislativo ou do judiciário. Por atitudes assim, pequenas na aparência, grandes no gesto, que faz de Lula um Estadista. O jornal Folha de São Paulo, especialista em buscar pêlo em ovos, foi averiguar a quantas andam a vida dos irmãos do presidente, após oito anos de governo Lula. Nunca foram saber de algo semelhante dos governos tucanos, varão de plutarco, paladinos da moral e dos bons costumes, verdadeiras vestais da administração pública. O repórter escalado para inglória tarefa, surpreendeu-se com os modos espartanos de vida dos irmãos do presidente. Quem se interessar, segue o link, basta colar e copiar. (http://www1.folha.uol.com.br/poder/830582-apos-8-anos-irmaos-de-lula-mantem-vida-modesta.shtml) Aos poucos a verdade aparece. Será plena quando nosso presidente passar o cargo para a sua sucessora. Aí, finalmente, não sobrará nenhuma dúvida de que tinhamos um presidente republicano, conduzindo os destinos da nação. Lula deixará saudades. Não teremos uma liderança de seu porte em décadas no por vir, o vacúo tão cedo não será preenchido, mas ficará como parâmetro para os futuros governos.

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