Tudo junto e misturado

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Cadê o apagão


No episódio do blackout acontecido em todo o país devido a um raio que atingiu alguns isoladores deixando o país às escuras por algumas horas, confesso que fiquei estarrecido com a quantidade de bobagens que ouvi de jornalistas, que duvido muito entendam alguma coisa de sistemas de energia, sobre o ocorrido. Foi um festival, foram logo nomeando de apagão nacional, disseram que era por falta de investimentos que aquilo havia ocorrido, no outro dia já tinham em mãos quanto o Brasil havia acumulado de prejuízo com o “apagão” e o assunto rendeu bastante.
Agora era uma boa hora para essas pessoas voltarem à cena para nos explicar como um sistema tão frágil e que não recebe investimentos do governo, não entrou em colapso nos últimos dias onde sucessivamente recordes de consumo foram batidos. No dia 04/02 por volta de 15 horas houve pico de demanda de 70.600 MW (megawatts) segundo o operador nacional do sistema, no dia 3 o pico foi de 70.421 MW e a média foi de 61.726 MW ao longo do dia, sendo 80,21% desse consumo gerado pelas hidrelétricas nacionais e a hidrelétrica binacional de Itaipu gerou outros 12,22%. O sistema de geração e distribuição nacional de energia se comportou exemplarmente, sem apresentar os problemas que segundo as analises dos “especialistas” que vi na imprensa, não teria como não ocorrer com uma demanda dessas, afinal, se ocorreu numa madrugada de baixo consumo.
O mais interessante é que agora não aparece nenhum deles para falar sobre todas as besteiras que disseram, energia não é mais assunto que interesse a eles, agora se especializaram em caças aéreos.
E por falar em caças aéreos, a maior especialista no assunto, Eliane Catânhede, já decidiu qual caça o governo deve comprar. Na verdade trata-se de uma tentativa desesperada de reverter uma decisão política que o governo tende tomar, ela tenta colocar o governo numa situação constrangedora, pois afirmou que o governo já havia optado pelo modelo a ser comprado obrigando o governo a desmentir e mesmo assim continua bancando a informação. Se o governo confirmar a compra do Rafale da França, dirá que o governo mentia quando desmentiu, criando assim um desgaste para o governo em ano eleitoral, ou se o governo temendo se desgastar em ano eleitoral voltar atrás e escolher o modelo que ela já determinou ser a melhor opção para o Brasil, um “fusquinha”, ela verá sua escolha prevalecer. Quem precisa de uma ferrrari quando pode ter um fusquinha.


Escrito por Sandro Stahl

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Esses videos mostram como se faz necessário a saída do sapo barbudo analfabeto e ignorante, para a entrada de alguém culto e versado em todos os assuntos.

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