Tudo junto e misturado

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Vaias e bate-boca no interior paulista. Serra é hostilizado por manifestantes

Fotos: Valdivo Pereira
Folha da Região


Do blog Leituras Favre

Não considero democrático manifestantes impedirem, com gritos e barulho, discurso do governador de São Paulo. Os manifestantes podem ficar fora do recinto e externar suas posições sem tentar impedir que os organizadores do ato de apóio ao governador possam ouvir seu discurso.

Que o governador reaja irritado é compreensível, mesmo se denota falta de jogo de cintura para evitar perder o controle. Mas isto é uma capacidade que alguns têm -Lula por exemplo- e outros não.

O que é estranho é o governador pretender, após ter-se exaltado e irritado, que encara isto “com frieza”, que foi o que lhe faltou precisamente.

O que francamente é inaceitável é o candidato tucano recorrer ao arsenal de FHC e suas condenações sumárias, tipo “fracasso-maníacos” ou “neobobos”, para desqualificar seus opositores. Serra disse que eles ‘jogam e se deliciam com “o quanto pior melhor”. ‘

Vindo dos que derrubaram a CPMF, retirando recursos da saúde, sob pretexto de combater o imposto que eles mesmos tinham criado, para provocar dificuldades na saúde para o governo Lula. Dos mesmos que lançaram inúmeros ataques pondo em dúvida, em plena crise mundial, a capacidade do Brasil enfrentar com êxito um tsunami externo, para reduzi-lo a uma “marolinha”; a acusação é hipócrita.

Esta postura manifesta a dificuldade do governador de São Paulo a aceitar a crítica e o contraditório. Ora tachando seus opositores de entoarem o trololó do PT, ou de serem todos infiltrados, é um fato que José Serra não aceita ser questionado, nem sequer pela imprensa, contra a qual também tem manifestado irritação.

Outro elemento que chama a atenção e que não provocou maior reflexão dos jornais é o candidato tucano à presidente, distribuir pessoalmente cheques para danificados pelas enchentes.

Vindo dos mesmos que dia sim, outro também, acusam Lula e Dilma de “campanha antecipada” e qualquer mudança nos benefícios sociais, como manipulação eleitoral, proceder a uma distribuição pessoal de cheques, configura uma afronta ao sistema democrático.

Não está em questão a ajuda que o Estado deve as famílias que tudo perderam, mas a isenção do governante e os princípios éticos deveriam constrangi-lo a não associar sua imagem a entrega direta do benefício, com um mês de antecedência ao momento em que iniciará abertamente sua campanha eleitoral.

Basta imaginar os editoriais virulentos que acompanhariam um gesto semelhante por parte da Dilma ou Lula, distribuindo pessoalmente cheques do Bolsa-Família (que precisamente utiliza o cartão bancário, para evitar o coronelismo na distribuição do beneficio social). Como diria Janio de Freitas, éta “silêncio protetor”. LF

Serra é hostilizado por manifestantes e diz que ainda não começou campanha eleitoral


Pinçado de:
http://blogdofavre.ig.com.br/2010/02/vaias-e-bate-boca-no-interior-paulista-serra-e-hostilizado-por-manifestantes/

2 comentários:

  1. Prezado Sandro

    Bom dia, bom período de carnaval.

    Vejamos se a imprensa, sempre tão "atenta' aos deslizes da Ministra Dilma,a quem tenta de todo modo imputar a pecha de autoritária,vai dar destaque a essa atitude arrogante, deselegante e autoritária de Serra. Será que vai ?

    Um abraço

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  2. Sandro

    Em tempo: Linkei seu blog no BONDeindica, e agradeço as suas visitas e comentários.

    Um abraço

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José Serra, os porquinhos e a matemática.

Esses videos mostram como se faz necessário a saída do sapo barbudo analfabeto e ignorante, para a entrada de alguém culto e versado em todos os assuntos.

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