Tudo junto e misturado

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Novo ciclo econômico

Do Brasil Econômico - Por José Dirceu


Parece haver consenso entre os analistas econômicos de que o desempenho brasileiro em 2010 será positivo, com crescimento do PIB próximo dos 6%, geração de 2 milhões de empregos e melhoria das condições sociais.


Tais expectativas se sustentam nas medidas adotadas pelo Governo Lula para enfrentar a crise econômica mundial. Mas são respaldadas também por programas e ações de profundo caráter indutor do crescimento com distribuição de renda, como o Bolsa Família, o aumento do salário mínimo, o "Minha Casa, Minha Vida", o PAC e a ampliação do crédito, por exemplo.

Todas, ações que terão continuidade em 2010. Alguns apontam a inflação como fantasma, previsão mais próxima do interesse em ver os juros subirem do que da realidade.

Os problemas que de fato podemos avistar referem-se ao câmbio apreciado e à ampliação de dívida pública. São obstáculos que devem ficar para o próximo presidente, a ser eleito em outubro.

Esperamos que seja a ministra Dilma Rousseff, pois é quem representa a continuidade do governo Lula, responsável pelo bom momento que o Brasil vive.

Há hoje as condições necessárias para o país ingressar em um ciclo virtuoso e se transformar na quinta maior economia do mundo em 2020.

Para isso, é preciso um programa que seja estruturado pelos partidos da base aliada do governo Lula.

Um projeto de país que faça perdurar a meta de crescimento econômico sustentável e melhoria social nos patamares previstos para este ano.

Um bom programa para o Brasil pós-2010 deve contribuir para o crescimento do PIB, melhorando a relação dívida interna/PIB, mas também mudar o perfil da carga tributária nacional, hoje extremamente complexa e irracional.

Não pode deixar de lado uma política de juros baixos, aliada ao controle inflacionário e de capitais para combater o câmbio apreciado.

O país está maduro, mas pede novos impulsos à indústria, para que possamos fortalecer a produção nacional, voltando-a à exportação, mas também ao mercado interno.

É fundamental que o Estado realize e estimule investimentos em Educação, Tecnologia e Inovação. Serão esses os campos que farão a diferença na nova ordem que surgirá no pós-crise.

Com Lula, 32 milhões de pessoas chegaram às classes A, B e C, uma profunda transformação social. Essa melhoria terá reflexos na indústria, que terá que se adequar ao novo perfil do brasileiro.

Mais e mais teremos que inovar, agregar valor e qualidade via tecnologia e atender à crescente demanda por mão-de-obra especializada.

Será também o próximo governo o responsável por preparar o país para sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, através de investimentos em infraestrutura que têm a obrigação de deixar um legado nos transportes públicos, no turismo, em instalações esportivas e logística, entre outros.

Tais metas passam pelo PAC, pelas Parcerias Público-Privadas e pelas concessões de aeroportos.

Essas são algumas das muitas idéias para um novo ciclo econômico, diante do silêncio dos que atacam os que estão no Governo Lula, mas nada propõem em seu lugar.

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José Dirceu é advogado e ex-ministro da Casa Civil


Pinçado de:
http://www.brasileconomico.com.br/noticias/novo-ciclo-economico_77021.html

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José Serra, os porquinhos e a matemática.

Esses videos mostram como se faz necessário a saída do sapo barbudo analfabeto e ignorante, para a entrada de alguém culto e versado em todos os assuntos.

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