Tudo junto e misturado

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cinco jornalistas executados em Honduras

Do blog do Miro


Somente no mês passado, cinco jornalistas foram assassinados em Honduras por esquadrões da morte. Em 26 de março, Ballardo Mairena e Manuel Juarez, que viajavam de carro para a cidade de Juticalpa, foram rendidos e executados. Os corpos foram encontrados com 13 perfurações de bala cada um, denunciou a TeleSur, a única emissora de televisão que acompanha a resistência popular aos golpistas de junho passado. Antes deles, foram mortos os jornalistas Joseph Ocho, na capital Tegucigalpa; David Montesinos, em La Ceiba; e Nahún Palacios, em Tocoa.

Segundo denuncia o presidente da Associação de Imprensa Hondurenha, Carlos Ortiz, o governo fascista de Porfírio Lobo, bancado pelos EUA, “atenta contra a liberdade de imprensa e o direito que tem o povo de ser informado. Não é possível que se continue assassinando jornalistas e nada seja feito”. O megaempresário Porfírio Lobo foi “eleito” em novembro passado numa eleição de fachada, feita sob os auspícios dos golpistas que depuseram o presidente eleito Manuel Zelaya.

Barbárie e resistência popular

Quando do golpe cívico-militar, em junho de 2009, a repressão se abateu violentamente contra as forças legalistas. A Rádio Globo (que não tem qualquer relação com a golpista brasileira) teve os equipamentos destruídos e vários radialistas detidos. Emissoras independentes de televisão foram fechadas e a censura virou regra. Lideranças sindicais e populares foram presas e, de acordo com vários relatos, muitas foram assassinadas por esquadrões formados por policiais mercenários. As execuções sumárias prosseguem até hoje e Porfírio Lobo garante a impunidade aos criminosos.

Apesar da violência, a resistência hondurenha persiste. No final de março, milhares de pessoas marcharam na capital para exigir a volta da democracia e a revogação das medidas neoliberais do governo. A passeata terminou na Universidade Nacional Autônoma, que se encontra ocupada por professores e estudantes. Juan Bara-hona, coordenador da Frente de Resistência ao Golpe, exigiu a libertação de 15 sindicalistas presos sob a acusação de “usurpação das funções”. Dias antes, o professor José Manuel Flores, dirigente da frente, foi assassinado por homens encapuzados.

O silêncio cúmplice da mídia

A dramática situação de Honduras, que retoma a tradição dos sangrentos golpes contra governos democraticamente eleitos, exige a solidariedade militante das forças progressistas do continente. Os EUA, apesar da falsa retórica de Barack Obama, mantêm a pressão pelo reconhecimento da ditadura de Porfírio Lobo. Qualquer vacilo pode levar à consolidação deste regime fascistóide e incentivar outras ações golpistas na região, em especial no sofrida América Central.

Neste esforço de solidariedade também é preciso denunciar o silêncio cúmplice da mídia privada. Ela que torceu pelos golpistas, tratando-os como “governo de fato”, e que atacou o governo Lula por dar abrigo ao presidente Manuel Zelaya, agora nada fala sobre a ditadura hondurenha. Até o cínico discurso sobre a “liberdade de expressão” já foi arquivado. Os barões da mídia brasileira, teleguiados pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), braço da CIA na América Latina, hoje evitam criticar a censura, as perseguições e os assassinados de jornalistas em Honduras.


Pinçado de:
http://altamiroborges.blogspot.com/2010/04/cinco-jornalistas-executados-em.html

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Esses videos mostram como se faz necessário a saída do sapo barbudo analfabeto e ignorante, para a entrada de alguém culto e versado em todos os assuntos.

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